domingo, 14 de dezembro de 2008

CELSO ADOLFO

CELSO ADOLFO - Iniciou sua carreira musical atuando em bailes e festivais mineiros. Em 1972, compôs a trilha sonora para uma montagem da peça “O auto da compadecida”, encenada em Belo Horizonte e Aracaju. Fundou, em 1975, o quarteto Contracanto. No ano seguinte, apresentou-se no Teatro Francisco Nunes (BH), como convidado da temporada de Paulinho da Viola.Em 1982, sua composição “Coração brasileiro” foi registrada por Milton Nascimento no LP “Ânima”. No ano seguinte, a canção deu título ao seu primeiro disco, cujo repertório incluiu também “Cão vadio”, “Minha fé”, “Arenga de sapo”, “Flor bonita”, “Argentina”, “Azedo e mascavo”, “Calango dela”, “Pensa que nós é boi?”, “Sobra de vinhedo” e “Lua de São João”, todas de sua autoria. O trabalho contou com a participação e direção musical de Milton Nascimento. Ainda em 1983, “Coração brasileiro” foi gravada por Elba Ramalho, dando título ao LP e show da cantora.Em 1984, sua canção “Azedo e mascavo” foi registrada por Elba Ramalho no LP “Do jeito que a gente gosta”, com arranjo de César Camargo Mariano.Em 1988, lançou o LP “Feliz”, contendo suas composições “Nós dois”, “Aldebaran”, “Água”, “Chuva”, “Passarim”, “Africana”, “Depois do amor” (c/ Juarez Moreira), “Luz da tarde”, “Me deixa” e a canção-título. O disco contou com arranjos e direção musical de Túlio Mourão. Lançou, em 1990, “Anjo torto”, um dos primeiros CDs independentes do país. Registrou no disco, que teve direção e arranjos de André Dequech e foi masterizado em Nova York, suas canções “A estrada do barro branco”, “Batom passado” (c/ Yuri Popoff), “Confissão”, “Arenga de sapo”, “Rio lava-pés”, “Dia da Terra”, “Três poderes”, “Pensa que nós é boi?”, “Prata de arreio” e “Nós dois”, além de “Anjo torto (Pixote)”. A partir desse ano, passou a se apresentar com regularidade nos Estados Unidos, tendo autorizado Denis Miller a utilizar a canção “Coração brasileiro” como tema e título de um programa de rádio apresentado pelo pesquisador norte-americano divulgando a música popular brasileira. Em 1992, compôs, em parceria com Álvaro Apocalypse, a trilha sonora da peça “Tiradentes, uma história de títeres e marionetes”, participando também das apresentações do espetáculo, montado pelo Grupo Giramundo - Teatro de Bonecos, de Belo Horizonte. Lançou, em 1995, o CD “Brasil, nome de vegetal”, contendo as faixas “Dois gumes”, “Sede”, “Me dei mal”, “Minueto”, “Depois do amor”, “Foi assim”, “Me deixa”, “Batom passado”, “Coração brasileiro”, “Nós dois” e “Na noite”, além da canção-título, todas de sua autoria. A faixa “Minueto”, sobre tema de J.S. Bach, com arranjo de Wagner Tiso, foi incluída na trilha sonora da novela “Fera ferida” (Rede Globo). O disco contou com a participação de Milton Nascimento, João Bosco, Aquarela Carioca, Roupa Nova, Wagner Tiso, Celso Fonseca, Nico Assumpção, Victor Biglione, Mingo Araújo e Robertinho Silva. Recebeu, no Manhattan Center, ao lado de Jorge Benjor, Martinho da Vila e Leo Gandelman, o Canta Brazil Award, idealizado pela produtora Liggia Canjani, da Rádio Suave. Em 1998, lançou o CD “Festa do padroeiro”, produzido para São Domingos de Prata, com tiragem limitada. No repertório, suas composições “A estrada do Barro Branco”, “Rio lava-pés”, “Minha fé”, “Calango dela” e “Prata de arreio”, além da faixa-título. Nesse mesmo ano, lançou o CD “Celso Adolfo no Casteo Thun”, gravado ao vivo na Itália, além dos singles “Comandatuba” e “Santo Antônio na Querença”. Em 1999, lançou os singles “Pagode do Gujoreba”, “Paixão atleticana” e “Valsa de Ana Emília”.Em 2000, acompanhado por Jorge Helder (baixo) e Ronaldo Silva (bateria), seguiu em turnê internacional iniciada na Dinamarca, onde ministrou uma oficina com alunos do conservatório de Copenhague, seguindo para os Estados Unidos, realizando apresentações em Nova York, Nova Jersey, Massachusetts, Califórnia e Flórida. Nesse mesmo ano, lançou o CD “Celso Adolfo in Copenhagen”, gravado ao vivo na JazzHouse. Lançou, em 2003, o CD “O tempo”, contendo as faixas “A terra dá”, “Água na bomba”, “Depois das dez”, “Dia santo”, “É a vida”, “Estrela da luz”, “Mão do pilão” e “Sem tirar nem por”, além da faixa-título, todas de sua autoria. Iniciou, em seguida, turnê de lançamento do disco pelo Brasil. (fonte: http://www.dicionariompb.com.br/)

Ouça Celso Adolfo, nos excertos dos áudios : Dia da Terra (Celso Adolfo)1991 / Cego De Amor (Celso Adolfo-modinha anonima sec XIX)2008 / Azedo & Mascavo (Celso Adolfo)(1983) / Flor Bem-Vinda (Celso Adolfo)2006 / Serrano (Celso Adolfo)2008 / Barcarola Lusitana (com Renato Braz) (Celso Adolfo) & Renato Braz2008 / Estrela da luz ( Celso Adolfo) 2003.


CÁTIA DE FRANÇA

Catarina Maria de França Carneiro, CÁTIA DE FRANÇA . Nascida em João Pessoa, Paraíba, a 13 de fevereiro de 1947. Compositora, cantora e instrumentista brasileira. desde menina aprendeu a dominar instrumentos como o piano, a sanfona e o violão. Mais tarde se interessou pelos acordes da flauta e pela percussão. Foi professora de música por algum tempo, até começar a compor em parceria com o poeta Diógenes Brayner. Participou de festivais de música popular na década de 60, época em que viajou à Europa com um grupo folclórico. De volta ao Brasil, foi para o Rio de Janeiro, onde contatou outros músicos nordestinos, como Zé Ramalho, Elba Ramalho, Amelinha e Sivuca. O primeiro LP solo, 20 Palavras ao Redor do Sol, foi lançado em 1979, com músicas compostas com base em poemas de João Cabral de Melo Neto. Uma música da cantora foi trilha sonora do filme Cristais de Sangue, de 1975.Sua música tem como fonte a literatura, fazendo referências à obra de Guimarães Rosa, José Lins do Rego, Manoel de Barros, além do citado João Cabral de Melo Neto. Foi parceira de palco de Jackson do Pandeiro durante a primeira versão do Projeto Pixinguinha, em 1980. Em cerca de 40 anos de carreira, Cátia gravou três LPs: Vinte Palavras ao Redor do Sol, Estilhaços e Feliz Demais, e dois CDs: Avatar (com participações de Chico César e Xangai ) e Cátia de França canta Pedro Osmar, no qual ela demonstra a força criativa da música paraibana.Cátia também adentrou pelo mundo da literatura e das artes plásticas, com destaque para os livros Zumbi em Cordel, Falando de Natureza Naturalmente (infantil) e Manual da Sobrevivência, um resgate de sua trajetória pessoal e profissional. A cantora, celebrada em todo o país, reside em João Pessoa desde meados dos anos 1990. (http://pt.wikipedia.org/).
Desde pequena se interessou por música. Ainda jovem, aprendeu a tocar piano, violão, sanfona, flauta e percussão. Trabalhou como professora de música. Por essa época, meados da década de 1970, começou a compor com seu primeiro parceiro, o poeta Diógenes . Desde pequena se interessou por música. Ainda jovem, aprendeu a tocar piano, violão, sanfona, flauta e percussão. Trabalhou como professora de música. Por essa época, meados da década de 1970, começou a compor com seu primeiro parceiro, o poeta Diógenes Brayner, participando de diversos festivais.
No final da década de 1960, viajou para a Europa integrando um grupo folclórico. Em 1970, ao voltar para o Brasil, gravou um compacto duplo com algumas músicas vencedoras de festivais estaduais da Paraíba. Logo depois, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde conheceu músicos e compositores radicados naquele estado, como Zé Ramalho, Shangai, Amelinha e Sivuca. No ano de 1979, lançou seu primeiro LP "20 palavras ao redor do sol", pela gravadora Epic/CBS. Nesse disco, em que faz melodia para poemas de João Cabral de Melo Neto, incluiu diversas composições de sua autoria, como "Ensacado", com Sergio Natureza, "Djaniras", com Shangai e Israel Semente, "Eu vou pegar o metrô", com Lourival Lemes e as duas composições que a tornariam mais conhecida do grande público, "Coito das araras" e "Kukukaya (Jogo da asa da bruxa)", ambas de sua autoria e posteriormente regravadas por Amelinha e Elba Ramalho. No ano seguinte, lançou o disco "Estilhaço", pela gravadora Epic/CBS, do qual destacou-se o sucesso nacional: "Estilhaço", de sua autoria, com letra do poeta Flávio Nascimento. Ainda desse disco constam "Porque é da natureza", com Abel Silva, "Meu boi surubim", sobre citações de Guimarães Rosa, "Não há guarda-chuva", sobre poema de João Cabral de Mello Neto e "Menina passarinho", de sua autoria, alusão a "Menino passarinho", de Luiz Vieira. Em 1985, gravou pela Continental o LP "Feliz demais", incluindo de sua autoria, "Outro rosto", "Serenas águas" e "Considerando". No CD "Avatar", seu quarto disco, contou com as participações especiais de Shangai e Chico César e incluiu "Rogaciano", "Apuleio" e "Antoninha me leva", as três em parceria com o poeta pantaneiro Manoel de Barros. Ainda nesse disco, além de músicas inspiradas na literatura de José Lins do Rego, interpretou novas versões para seus dois maiores sucessos: "Coito das araras", "Ponta do Seixas" e "Kukukaya". Elba Ramalho, uma de suas maiores intérpretes, também gravou, de sua autoria, a composição "Oitava". Em 1995, teve sua composição "Quatro Cravos", com Jarbas Mariz, gravada por Jereba, no disco "Jereba Dance", que foi gravado na Alemanha, pela Jereba Produções. Em 2005, lançou o CD "Cátia de França canta Pedro Osmar", interpretando músicas de Pedro Osmar. O disco traz a artista num trabalho inédito no papel de intérprete. Tendo realizado diversos shows em todo país e referenciada pelo jornalista Assis Ângelo como personalidade importante na promoção da música e da cultura regional do país, é integrante da ONG e do Projeto Malagueta, que trabalha com o objetivo de divulgar o acervo histórico, turístico, cultural e musical da Paraíba, tendo parceria com órgãos como o SESC da Paraíba, o Governo do Estado, e a Secretaria de Educação e Cultura, entre outros. Em 2006, apresentou-se no Espaço Cultural Sylvio Monteiro, em Nova Iguaçu/RJ, com repertório composto de composições inéditas e de várias fases de sua carreira, demonstrando a variedade de elementos contidos em sua obra.(http://www.dicionariompb.com.br/)
Ouça Cátia de França, nos excertos dos áudios: Ponta do Seixas (Cátia de França)1996 / Coito das araras (Cátia de França) 1979 / Porto de Cabedelo (Cátia de França)1979 / Kukukaya (Cátia de França)1996 / Panorama (Cátia de França)1996 / Vinte palavras ao redor do Sol (Cátia de França)1979 .


segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

SÉRGIO SAMPAIO (1947 - 1994)

Sérgio Moraes Sampaio - SÉRGIO SAMPAIO . Cantor e compositor brasileiro, nascido em Cachoeiro de Itapemirim, Espírito Santo. Nasceu em 13 de Abril de 1947 e faleceu no Rio de Janeiro em 15 de Maio de 1994, com 47 anos.
Carreira
Após ter sido radialista em Cachoeiro, Sérgio foi tentar a carreira musical no Rio de Janeiro. Contratado pela CBS (hoje Sony BMG), Sérgio lançou ao lado de Raul Seixas o álbum Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10 em 1971. No ano seguinte, lançou a marcha-rancho Eu Quero É Botar Meu Bloco na Rua no Festival Internacional da Canção. A música se tornou sucesso nacional e deu nome ao primeiro disco solo de Sérgio. Apesar do sucesso do compacto do Bloco, o LP não foi bem-sucedido, em parte pelo comportamento displicente de Sérgio, que se dedicava mais à vida boêmia carioca do que à divulgação do álbum.
Já com o rótulo de "maldito" da MPB, Sérgio passou por várias gravadoras e lançou um álbum independente. Alcoólatra, só se recuperou do vício na década de 90, mas acabou falecendo antes de retornar a carreira.

Cronologia
1947
Sérgio Moraes Sampaio nasce a 13 de abril, em Cachoeiro de Itapemirim, filho de Raul Gonçalves Sampaio, fabricante de tamancos e maestro de banda e Maria de Lourdes Moraes, professora primária.
1956
Começa a ajudar o pai na tamancaria. Na escola é aluno aplicado, eventualmente o melhor da classe: Dona Maria de Lourdes o colocava para estudar em casa todos os dias.
1963
Fica vidrado no samba "Cala a boca, Zebedeu", de autoria de Seu Raul, inspirado numa vizinha da Rua Moreira que espinafrava o marido diariamente. O apelido do sujeito era "Fulica".
1964
Ingressa como locutor na XYL-9, Rádio Cachoeiro. Torna-se um fã do samba-canção de Orlando Silva, Nélson Gonçalves e Sílvio Caldas.
1965
Passa três meses de experiência como locutor da Rádio Relógio Federal, no Rio de Janeiro. Retorna a Cachoeiro para servir no "Tiro de Guerra" local. É detido freqüentemente por trocar os pernoites por incursões aos bares e bordéis cachoeirenses.
1967
Mudança definitiva para o Rio de Janeiro, para tentar a vida como locutor ou cantor-compositor.
1969
Passagens pelas rádios Rio de Janeiro, Mauá e Carioca. Ingressa na rádio Continental, onde conhece Erivaldo Santos, parceiro no primeiro samba feito no Rio, "Chorinho inconseqüente", mais tarde incluído no LP "Sociedade da Grã-Ordem Kavernista apresenta Sessão das Dez".
1970
Novembro: acompanha ao violão o compositor Odibar, parceiro de Paulo Diniz em "Quero voltar para a Bahia", num teste na gravadora CBS com o então produtor Raulzito. As músicas de Odibar não agradam e Sérgio canta composições suas como "Coco verde" e "Chorinho inconseqüente". Na saída, Raul Seixas lhe diz ao pé do ouvido: "Volte amanhã".
1971
Janeiro: assinatura do contrato com a CBS. Sérgio e Raul se tornam amigos. Com Raulzito, Sérgio conhece o rock e o pop internacional em geral. Abril: "Sol 40 graus", com o Trio Ternura, é a primeira letra de Sérgio Sampaio a ganhar as rádios. Ele assina a música como "Sérgio Augusto" e seu parceiro Ian Guest, como "Átila". No mesmo ano compoe "Minha miragem" em parceria com Ian, música até entao inédita. Junho: compacto "Coco verde/"Ana Juan", direção artística de Raul Seixas e arranjos de Ian Guest. O disco toca muito, devido à ajuda de amigos disk-jockeys de Sérgio, mas vende pouco. Setembro: LP "Sociedade da Grã-Ordem Kavernista apresenta Sessão das Dez", com Raul Seixas, Míriam Batucada e Edy Star, que causa na época o maior fordunço na gravadora CBS. Também pudera: o disco era uma verdadeira sessão de escracho musical, uma coleção de pastiches de rock, samba e ritmos nordestinos, com letras sarcásticas, entremeadas por piadas e sátiras ao cotidiano em forma de vinhetas malucas. Outubro: Sérgio participa do VI FIC com "No ano 83", de sua autoria. A seu lado, nos vocais, Jane Vaquer, futuramente conhecida como Jane Duboc.
1972
Março: conhece o guitarrista Renato Piau nos corredores da CBS. Abril: compacto "Classificados nº 1"/ "Não adianta". Direção artística de Raul Seixas. Setembro: Pelas mãos de Raul Seixas, que já estava na gravadora, Sérgio ingressa na Phillips, dirigida por André Midani, para trabalhar com o produtor Roberto Menescal. Gravação de "Eu quero é botar meu bloco na rua", inscrita no VII FIC, com presença de Piau no violão, Ivan Machado no baixo, os "Cream Crackers" na percussão, Raul Seixas e membros dos Golden Boys no coro. Outubro: estouro no FIC com o "Bloco", que invade as rádios de todo o Brasil. Em poucos meses, vendas de mais de 300 mil compactos. Dezembro: Sérgio contrai tuberculose, mas ainda assim começa as gravações de um LP para a Phillips, com produção de Raul Seixas, e na banda de apoio Renato Piau, o tecladista José Roberto Bertrami, o baixista Alexandre Malheiros e Ivan "Mamão" Conti na bateria. Também participam os "Cream Crackers" e o baterista Wilson das Neves.
1973
Março: sai o LP "Eu quero é botar meu bloco na rua". Mesmo contendo a música de grande sucesso, torna-se um fracasso comercial e de crítica. No entanto, permanece até hoje como o disco preferido da maioria dos sampaiófilos. Apesar da boa execução nas rádios de músicas como "Viajei de trem", uma toada-rock de alta lisergia, a valsa pop "Leros & leros & boleros" e os sambas "Odete" e "Cala a boca, Zebedeu", a vendagem não ultrapassa as 5 mil cópias. Maio: apresentação na série de shows "Phono 73", em São Paulo. Outubro: Sérgio recebe o "Troféu Imprensa", o "Oscar brasileiro", do programa "Sílvio Santos", na TV Globo, como "Revelação de 72".
1974
Janeiro: compacto "Meu pobre Blues"/ "Foi ela". A primeira, uma lírica e dúbia elegia ao seu ídolo de juventude, Roberto Carlos. A segunda, um samba com feeling de rock, cadenciado e envolvente. Abril: casa-se com Maria Verônica Martins (Ponka), numa cerimônia hippie em Cachoeiro. Aplica um beijo na testa do Juiz de Paz no final. Junho: rescinde o contrato com a Phillips e retira-se por algum tempo em Mimoso, cidade próxima a Cachoeiro, onde compõe o samba "Velho bandido".
1975
Janeiro:
retorna ao Rio e ingressa na gravadora Continental. Junho: compacto "Velho bandido"/"O teto da minha casa", com produção de Roberto M. Moura e arranjos do violonista João de Aquino. Novembro: sua marchinha "Cantor de rádio" é incluída no LP "Convocação Geral nº 2", da Som Livre.
1976
Janeiro: show "O pulo do gato", da SOMBRÁS, no Teatro Casa Grande, com Jards Macalé e Dona Ivone Lara. Entre maio e junho, gravações e lançamento do LP "Tem que acontecer", muito elogiado pela crítica mas pouco executado nas rádios.
1977
Março: compacto "Ninguém vive por mim / História de boêmio(Um abraço em Nélson Gonçalves). Junho: cancelamento de um novo LP para a Continental seguido da rescisão do contrato. Agosto: show no Teatro Tonelero, organizado por universitários, com Fágner, Zé Ramalho, Geraldo Azevedo e Lô Borges.
1978
Junho: internação no Hospital Miguel Couto do Rio com uma crise de pancreatite. Novembro: lota por uma semana o Teatro Opinião, do Rio, com o show "Agora".
1979
Julho: temporada de 15 dias na Sala Funarte/Sidney Miller, no Rio, ao lado do compositor Carlos Pinto.
1982
LP independente "Sinceramente". Um trabalho denso e confessional, enfocando ao mesmo tempo as diversas facetas pessoais e artisticas de Sampaio. Lançado em meio à explosão de ursinhos blau-blaus, batatas-fritas e folias na praia da "niuêive" carioca, o disco passa despercebido.
1983
Fevereiro: nasce João Sampaio, da união com Angela. O compositor Xangai (Eugênio Avelino) é o padrinho.
1986/87
Mesmo os mais atentos fãs acham que Sampaio abandonou a carreira. Raramente se ouve falar nele. Seus discos viram peças de colecionador, disputados a tapa nos sebos de todo o páis. Letras como as de "Meu pobre Blues" ou "Ninguém vive por mim", músicas lançadas apenas em compacto, são cultuadas e reconstituídas verso a verso pelos "sampaiófilos" de carteirinha. Os 80 são realmente um habitat muito ingrato para Sampaio: nenhuma música no rádio, magros direitos autorais e escassos shows, quase sempre em bares e sem nenhuma cobertura da mídia. Na vida pessoal, o alcoolismo minando dia a dia suas forças. Ainda assim, o artista continua compondo regularmente e cada vez melhor suas novas músicas, que apresenta nos shows lado a lado com seus cavalos de batalha.
1988
Outubro: temporada de 10 dias na Sala Funarte, do Rio, com Jards Macalé.
1989
Encontra com Raul Seixas em São Paulo. O Sérgio se assusta com o estado do amigo. O encontro foi gravado em video pelo RRC.
1990
Novembro: shows no Segredo de Itapuã, Bahia, ao lado de Xangai. . Sérgio começa a namorar a produtora de shows Regina Pedreira e resolve mudar-se para a Bahia.
1991/92
Os ares baianos fazem muito bem a Sampaio, que vivencia uma espécie de renascimento artístico e pessoal. Novas composições e diversos shows em bares da periferia de Salvador e em outros estados nordestinos. Outubro/92: participação no show "Baú do Raul", na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, na Bahia, cantando músicas do LP "Sociedade Kavernista...".
1993
Fevereiro: no aniversário do filho João, Sérgio anuncia que deixou a bebida. Ao longo do ano, shows em Brasília, Goiânia, Vitória e Rio de Janeiro.
1994
Janeiro: Convite do selo paulista Baratos Afins para gravação de um CD de inéditas. Abril: aniversário no Rio com presença de amigos como Sérgio Natureza, Chico Caruso e Luiz Melodia. Maio: internação no CTI do Hospital IV Centenário com crise aguda de pancreatite. Sérgio estava muito debilitado, nao queria ser visto por ninguem, falece às 5 da manhã do dia 15 de maio. Poucas pessoas acompanham o enterro, sinal de abandono, a midia pouco se falou. O maldito descansava...

2006
Depois de muito tempo esquecido, enfim a volta: lançado o CD "Cruel", produzido por Zeca Baleiro, com 12 canções inéditas de Sérgio Sampaio, interpretadas por ele em gravações caseiras, agora remasterizadas

Álbuns inéditos
Eu Quero É Botar Meu Bloco na Rua (LP, 1973)
(reeditado como CD em 1988 pela Warner, sob número 73145429932)
Tem que Acontecer (LP, 1976)
Sinceramente (LP, 1982)
Cruel (CD, 2006) (Póstumo)

Antologias e participações
Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10 (LP, 1971)
(com Raul Seixas, Miriam Batucada e Edy Star)
Carnaval Chegou (LP, 1972)
Phono 73 (LP, 1973)
Convocação geral nº 2 (LP, 1975
Balaio do Sampaio (CD, 1998)
Sergio Sampaio (CD, 2002)

Compactos simples
Coco verde/Ana Juan (1971) CBS
Classificados nº 1/Não adianta (1972) 33745
Eu quero é botar meu bloco na rua (1972) Phillips/Phonogram
Meu pobre blues/Foi ela (1974) 6069 090
Velho bandido/O teto da minha casa (1975) 1-01-101-155
Ninguém vive por mim/História de boêmio (Um abraço em Nélson Gonçalves) (1977) 101-101-264

( fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/)

Outras páginas dedicados à Sérgio Sampaio:
http://www.sampaiotributo.hpg.ig.com.br/principal.html
http://sergiobenditosampaio.blogspot.com/2007/12/compactos-raridades.html


Sérgio Sampaio, poeta dos sentimentos urbanos, transmitiu como ninguém, a fragmentação do "eu", da solidão , do caos. Na forma, nos remete a um certo cubismo . Foi ele, aquele, quem nos disse que há : " . .. tanto limão pelo chão, soltem cachorros nos parques, no pátio interno, os ladrões" . (Blog).
Ouça o incomparável Sérgio Sampaio, nos excertos dos áudios: Que loucura (Sérgio Sampaio) 1976 / Não tenha medo, não! (Rua Moreira, 65)(Sérgio Sampaio) 1973/ Dona Maria de Lourdes (Sérgio Sampaio)1973 / Quatro paredes (Eduardo Marques) / Tem Que Acontecer (Sergio Sampaio) 1976 / Cruel (Sérgio Sampaio) - CD póstumo Cruel 2006 - Saravá Discos Eu sou aquele que disse (Sérgio Sampaio)1973 .


ARTISTAS PORTUGUESES - FRANCISCO FANHAIS (PADRE FANHAIS)

Francisco Fanhais - PADRE FANHAIS . Nasceu na Praia do Ribatejo a 17 de Maio de 1941. Entrou para o seminário com 10 anos e em 1964 foi ordenado padre. Fanhais, tornou-se o expoente máximo dos católicos progressistas, que desde a célebre carta do bispo do Porto a Salazar em 1958, se demarcavam progressivamente do regime. Emergiu na ribalta da música portuguesa após a participação no programa de televisão "Zip-Zip". Ainda em 1969 lança "Cantilenas", o seu disco de estreia. Aparece na capa do primeiro numero da revista "MC - Mundo da Canção", editada em 19 de Dezembro de 1969. O seu álbum "Canções da Cidade Nova" é editado em 1970. Porque estava proibido de cantar, de exercer o sacerdócio e de leccionar nas escolas oficiais decide partir para França em 1971. Entretanto torna-se militante da LUAR. Regressa a Portugal após o 25 de Abril de 74 e colabora nas campanhas de dinamização cultural do MFA. Em 1975 é um dos participantes no disco "República" de José Afonso, gravado ao vivo em Itália. No disco "Ao Vivo no Coliseu", de José Afonso, aparece a fazer coros na canção "Natal dos Simples". Em 1993 junta-se a Manuel e Pedro Barroso para apresentarem o espectáculo "Encontro". Em 1995 recebeu a Ordem da Liberdade por ocasião das comemorações do dia 10 de Junho. A editora Strauss reeditou, em 1998, o disco "Canções da Cidade Nova" com o novo título de "Dedicatória". A servir de capa foi colocado o manuscrito da dedicatória de José Afonso que aparecia na contracapa da edição original.(fonte: http://pt.wikipedia.org/)
Ouça o Padre Fanhais, nos excertos das músicas: Leonor (António Cabral-Francisco Fanhais)1970 / Canto Do Ceifeiro (Eduardo V. Fonseca-F. Fernandes)1970 / Cantilena (poema de Sebastião da Gama) 1969 / Juventude 1969 (poema de João Apolinário) .


ARTISTAS PORTUGUESES - PEDRO BARROSO

PEDRO BARROSO - Nasceu em Lisboa e estreia-se no célebre programa Zip-Zip (RTP, 69). Publica o seu primeiro disco "Trova-dor" (1970) e entra na Companhia do Teatro Experimental de Cascais onde participa como actor, músico e cantor em várias peças. Produz entretanto alguns programas para Rádio e Televisão ("Musicarte", "Tempo de ensaio", etc.). Embora por norma ande arredado dos grandes centros de decisão e insista em viver no campo, retirado das tertúlias tem gravado com grande regularidade, ao longo de quase 40 anos de carreira. Recebeu até hoje vários prémios nacionais e internacionais tais como prémio para a melhor canção de 1987 (Menina dos Olhos d'água), o Prémio Directíssimo; o Troféu Karolinka (Festival Menschen und Meer, RDA 81), diploma de mérito da Secretaria de Estado do Ambiente (88); Troféu Lusopress (Paris 93) e ainda o título de "Ribatejano Ilustre" atribuído pela Casa do Ribatejo (94). Cantou até hoje em praticamente todo o território nacional e ainda em Espanha, França, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Alemanha, Suiça, Suécia, Inglaterra, Canadá, Brasil, Hungria, Macau e Estados Unidos. Em 1996 é editado o livro "Cantos Falados", (ED. ULMEIRO) que reune toda a sua poesia - de canção e não só. Com a atribuição a José Saramago do prémio Nobel da Literatura em 1998, torna-se num dos muito poucos autores que com ele partilha obra publicada - canção Afrodite (in LP Água mole em pedra dura, 1978). Continuando, com regularidade, os registos e concertos, publica em 1999 o CD "Criticamente" e em 2001 o CD "Crónicas da Violentíssima Ternura". Mantendo uma preferência especial pelos concertos ao vivo, neles continua evocando os seus temas de sempre - a mulher, o mar, a natureza, os tipos humanos, a solidariedade, o amor, a portugalidade... Talvez por isso, convidar Pedro Barroso para uma actuação significa optar por um espectáculo culto, digno, forte e emotivo, com uma relação muito especial com a assistência. No Natal de 2002 foi editado um CD, de seu título genérico "De viva voz" que regista ao vivo temas gravados em pontos vários nos últimos cinco anos e que, embora com a qualidade técnica permitida pelas circunstâncias, se converte num documento único de grande valor como memória de um estilo bem pessoal e da emoção vivida em palco em alguns momentos. Em 2003 foi publicado o seu segundo livro "das mulheres e do mundo" (Ed. Mirante). Celebra no ano de 2004 o seu 35º aniversario de autor, poeta e compositor lançando o CD "Navegador do Futuro" (Ed. Ocarina) e com actuações. Em 2005 actua a solo no Fórum Lisboa; recebe o Prémio de melhor disco do ano atribuído pela Rádio Central FM ao CD "Navegador do Futuro" . O seu livro de estreia em ficção – "A história maravilhosa do país bimbo", (Ed Calidum) em que aborda com sarcasmo e ironia alguns aspectos incompreensíveis de um país nunca identificado mas vagamente familiar, foi editado em 2005. Ainda em 2005 foi editado o CD "Antologia" em caixa de duplo CD, registando os seus mais relevantes trabalhos realizados entre 1982 e 1990, onde avultam colaborações históricas com Mário Viegas e Sophia de Mello Breyner Andresen. Continua trabalhando em concertos pelo país actuando entre outros locais, no Rivoli do Porto, Pavilhão Atlântico, Teatro Lethes e Fórum Lisboa em 2006 e no Teatro Armando Cortês, em Lisboa, já em 2007. Considerado como um dos últimos trovadores de uma geração de coragem que ajudou pela canção a conquistar as liberdades democráticas para Portugal, continua a constituir-se como uma alternativa sempre diferente nos seus concertos, repletos de emoção e coloquialidade. (fonte: http://www.pedrobarroso.com/ )
Ouça Pedro Barroso, nos excertos das músicas : Fado da charneca (versos Pedro Barroso; música popular recolhida em Riachos (Fado da Charneca e Fado do Ti Zé Luís) / A dança da feira (Pedro Barroso) / Romance de Almeirim (versos popular (arranjo Pedro Barroso); música popular (recolha do Rancho Folclórico da Casa do Povo de Almeirim) / Cantarei (Pedro Barroso)(1982).




domingo, 7 de dezembro de 2008

EDNARDO

José Ednardo Soares Costa Sousa - EDNARDO . Nasceu em Fortaleza, a 17 de abril de 1945, cantor e compositor brasileiro.
Consagrado em todo o Brasil, suas músicas tocam em vários países: Portugal, Espanha, França, Japão, Israel, Alemanha, Itália, Holanda, Argentina, Uruguai, Cuba, México, comunidades Latino-Americanas de Miami, Orlando, New Jersey, New York, constatando que suas músicas tocam espontaneamente em vários paises e continentesA partir de 70, quando venceu Festival Nordestino da Música Brasileira, promovido pelos Diários e Rádios Associados - TV Tupi, Ednardo completa 35 anos de carreira artística, são mais de 300 músicas e letras, distribuídas em 15 Discos Originais, 15 discos de compilações, 4 Trilhas Musicais de Cinema, 2 Trilhas Musicais para Teatro, 2 Vídeos com Especiais de TV, e reconhecimento do público e da crítica especializada, como um dos mais importantes artistas da Música Popular Brasileira. Sua obra abrangente toca e repercute em várias gerações com vigor criativo e comunicativo, próprio de quem realiza arte íntegra, vital e necessária às pessoas de qualquer nacionalidade e parâmetros musicaisOs sucessos e standarts discográficos cantados por Ednardo, tais como: *Terral *Pavão Mysteriozo *Artigo 26 *Flora *A Manga Rosa *Beiramar *Carneiro *Enquanto Engoma a Calça *Imã *Rubi *Longarinas *Pastora do Tempo *Lagoa de Aluá *Ingazeiras, e outros de seu extenso e importante repertório, têm poder de conquistar o público em diversos segmentos sociais, faixas etárias, permanecendo através dos tempos, com a mesma importância artística.A abrangência multi mídia que a arte de Ednardo alcança, faz com que a aceitação de Shows e Discos, sejam realizados junto ao público nos mais diferentes segmentos do mercado.
Ednardo é autor de várias trilhas musicais de cinema e tv. Repercute até hoje no Brasil e exterior a música Pavão Mysteriozo, trilha de abertura da novela Saramandaia TV Globo, (Dias Gomes com Direção de Walter Avancini), e dos filmes: Luzia Homem, (Fábio Barreto); Tigipió; O Calor da Pele, (Pedro Jorge de Castro); Cauim (Ednardo), onde produz, roteiriza e dirige o filme homônimo ao disco Cauim; Na novela Tocaia Grande - sobre obra de Jorge Amado - TV Manchete, (Walter Avancini), realiza a música de cordel de encerramento do folhetim e participa como ator no personagem Cantador, no capítulo final.
Em "Luzia Homem", além de realizar trilha musical, Ednardo também é ator no personagem Poeta de Cordel, o filme teve bilheteria recorde no Brasil, sucesso na Europa, Festival de Huelva - Espanha, Festival de Cannes-Paris, e Estados Unidos, em rede coast to coast de TV.Em "Tigipió" - A trilha musical, é premiada nos festivais de Karlov Vary / Checoslováquia, e em Verona / Itália, o filme foi ao ar em rede de TV na Iugoslávia. Em "O Calor da Pele" - a trilha obteve aplauso e público no Festival Internacional de Cinema da Argentina e nos Festivais - Cine Ceará, em Fortaleza e no Festival de Cinema de Brasília.Em "Cauim", com Direção, Roteiro e Música de Ednardo, evidencia a proximidade do Artista com o Cinema, foi projetado em todas as apresentações de Shows 78 / 79, junto ao disco de mesmo título.Aura Edições Musicais produziu Especiais de TV com Ednardo, transmitidos em rede nacional: Ednardo - Ceará Quatro Estações; Ednardo - Especial. Programas plenos de músicas, em VHS que serão em breve, lançados em DVDs.Em Fevereiro de 2006, a EMI Music lança três CDs de Ednardo, trilogia gravada entre 82 a 85 - "Terra da Luz"; "Ednardo"; "Libertree". São trinta músicas com sabor de inéditas, visto que até então, o grande público não tinha acesso as gravações originais dos LPs gravados neste período. Neste ano a EMI disponibiliza ao público, durante as comemorações de 35 anos de carreira do Artista.Aura Edições Musicais, gravou outros CDs, que estão em fase de pós-produção, serão lançados no segundo semestre de 2006, um com trilhas de cinema, e outro com gravações ao vivo e em estúdio.Mais de 50 intérpretes têm gravado músicas de Ednardo, entre os quais: Elba Ramalho, Fagner, Belchior, Ney Matogrosso, Vânia Abreu, Luiz Caldas, Paul Mauriat, Amelinha, Ceumar, Cláudio Lins, Inti-Aymará & Nacha, Nonato Luiz, Renato Aragão, Eliana Pittman, André Saísse, Olga Ribeiro, Rogério Soares, Régis Soares, Mona Gadelha, Marcus Brito, Josildo Sá, Lúcia Menezes, Moisés Santana. Bandas: Paralela, Terramérica, Baião de Corda, Grupo Mawaca, entre outros de merecidas importâncias. (fonte: http://www.ednardo.com.br/ ).

Considero Ednardo, do início de sua carreira até o disco lançado em 1979, um marco de distinção na música popular brasileira. (Blog.)
Ouça algumas preciosidades de Ednardo, nos excertos dos áudios abaixo:Aguagrande (1974) (Augusto Pontes - Ednardo) / Rendados (Tânia Araújo - Ednardo) (1978) / Pastora do tempo (Ednardo)(1977) / Longarinas (Ednardo)(1976) / Sonidos (Ednardo) (1976) / Torpor (Ednardo)(1979) / Avião de Papel (Ednardo)(1974).

CANTORAS DA ESPANHA - ESTRELLA MORENTE

ESTRELLA MORENTE - A Cantora Estrella Morente Carbonell nasceu em Granada em 1981.Filha do maestro Enrique Morente, da bailarina Aurora Carbonell e neta do Guitarrista de Flamenco “Montoyita”, Estrella cresceu e amadureceu como artista num ambiente de Flamenco.Tem ganho inúmeros prémios, nomeadamente os Prémios “Onda” na categoria de melhor criação flamenca e esteve nomeada para os Grammys Latinos e Prémios Amigo. Estrella Morente tornou-se a nova “musa”de Pedro Almodovar ao dar voz a "Volver" tema-título do mais recente filme do realizador espanhol. "Mujeres", álbum de tributo a grandes figuras femininas e do qual faz parte "Volver", foi nomeado para os Grammys Latinos. Aos 26 anos a filha primogénita de Enrique Morente já é considerada como um dos nomes mais promissores do Flamenco. Dotada de uma voz cristalina, Estrella Morente move-se suavemente entre tons quentes e sedutores, e frases emotivas e arrebatadas.Estrella possui um conhecimento profundo da sua arte, assim como um refinado gosto que lhe é inato, o que a tornou numa referência tanto para os aficionados do Flamenco como para os amantes da música em geral, combinando as influências da sua terra natal – Granada – com as novas tendências do Flamenco do novo milénio.O canto de Estrella Morente não é puro nem ortodoxo mas contém elementos únicos e personalidade, o que constitui uma verdadeira revolução no panorama da tradição do “Cante Flamenco”. (fonte: http://www.estrellamorente.myguide.pt/ )

Ouça dois excertos de áudios com Estrella Morente: Tangos del chavico (1995) e Volver (com Alberto Iglesias) .