domingo, 14 de dezembro de 2008
CHICO MARANHÃO
CEUMAR
A mineira CEUMAR canta, compõe, toca violão, faz arranjos, cria a sua própria música desde 95, ano em que chega a São Paulo. Conduz com desenvoltura carreira independente, produz seus discos, participa ativamente de projetos coletivos e variados no Brasil e no exterior. DINDINHA é seu disco de estréia, lançado em 2000. Produzido por Zeca Baleiro , com auxílio luxuoso de diversos instrumentistas, o cd apresenta composições tradicionais de Luiz Gonzaga e Sinhô com inéditas de Chico César, Itamar Assumpção e Zeca Baleiro. SEMPREVIVA! é o 2º disco – 2003, onde Ceumar assina a produção musical e arranjos além de se apresentar como compositora em parcerias com Alice Ruiz - poeta paranaense - Tata Fernandes e Chico César , entre canções inéditas de Péri, Kléber Albuquerque e Gero Camilo. ACHOU! é o 3º cd em parceria com o compositor e violonista DANTE OZZETTI e foi lançado em 2006 pela gravadora MCD. Mostra parcerias de Dante com letristas convidados: Luiz Tatit, Zeca Baleiro, Zélia Duncan, Chico César, Kléber Albuquerque e Alzira Espíndola. Gravado ao vivo em estúdio após meses de ensaio, conta com uma banda afinada: Sérgio Reze, Dú Moreira, Milton Mori, Webster Santos e tem ainda Bocato nos trombones. Fora do Brasil tem obras lançadas em coletâneas dos selos Nascente e Putumayo (Music from the Coffee Lands II) distribuídas por países da Europa e EUA.Nos últimos 5 anos fez shows em Curitiba (Paiol, Guairinha), Itajaí – SC (Festival de Inverno), Porto Alegre (Santander Cultural) , Campinas , Rio de Janeiro (projeto Novo Canto, projeto Bolsa Nova), Belém (SESC DOCA), São Luís (Circo da Cidade), Ceará (BNB Clube de Fortaleza e SESC Crato), Brasília (CCBB, Feitiço Mineiro) , Belo Horizonte (TIM Mov. Perc –2005) além de atuar em São Paulo - capital e interior. Em 2005 participou do Projeto Pixinguinha percorrendo 8 cidades do Norte/Centro do Brasil.Também esteve presente no Festival Cultura pela TV Cultura, com a música ACHOU! Desde 2006 realiza um trabalho musical com o pianista holandês Mike Del Ferro. Em outubro de 2006 fez com ele e seu trio 7 shows na Holanda e também na Bélgica. Em abril deste ano o grupo se apresentou no Concertgebouw, um importante teatro em Amsterdam. Com Dante Ozzetti e grupo esteve no México e em setembro de 2007 participa do Festival de La Musica Viva de VIC – BARCELONA. Ainda em 2007, participou do Festival Internacional da Lusofonia “Cantos na Maré”, em Pontevedra-Galícia. Em 2008, já realizou uma turnê de nove apresentações do show Achou! no SESC SP ao lado de Dante Ozzetti e banda. Em maio de 2008, está programada uma temporada de quatro apresentações no Teatro da FECAP SP para a gravação do seu disco inédito somente com canções compostas por ela ou em parcerias com grandes e novos nomes da MPB. (http://www.circusproducoes.com.br/)
Ouça Ceumar, nos excertos das músicas: Banzo (Itamar Assunção)1999 / Alto Mar (com Dante Ozzetti) (2006)(Dante Ozzetti e Luiz Tatit ) / Avesso (Ceumar-- Alice Ruiz) 2003 / Girias do Norte (Jacinto Silva-Onildo Almeida)1999 / Parede-Meia (Kléber Albuquerque) 2003 / Pecadinhos (Zeca Baleiro) / 1999 .
Ouça Ceumar, nos excertos das músicas: Banzo (Itamar Assunção)1999 / Alto Mar (com Dante Ozzetti) (2006)(Dante Ozzetti e Luiz Tatit ) / Avesso (Ceumar-- Alice Ruiz) 2003 / Girias do Norte (Jacinto Silva-Onildo Almeida)1999 / Parede-Meia (Kléber Albuquerque) 2003 / Pecadinhos (Zeca Baleiro) / 1999 .
CELSO ADOLFO
Ouça Celso Adolfo, nos excertos dos áudios : Dia da Terra (Celso Adolfo)1991 / Cego De Amor (Celso Adolfo-modinha anonima sec XIX)2008 / Azedo & Mascavo (Celso Adolfo)(1983) / Flor Bem-Vinda (Celso Adolfo)2006 / Serrano (Celso Adolfo)2008 / Barcarola Lusitana (com Renato Braz) (Celso Adolfo) & Renato Braz2008 / Estrela da luz ( Celso Adolfo) 2003.
CÁTIA DE FRANÇA
Desde pequena se interessou por música. Ainda jovem, aprendeu a tocar piano, violão, sanfona, flauta e percussão. Trabalhou como professora de música. Por essa época, meados da década de 1970, começou a compor com seu primeiro parceiro, o poeta Diógenes . Desde pequena se interessou por música. Ainda jovem, aprendeu a tocar piano, violão, sanfona, flauta e percussão. Trabalhou como professora de música. Por essa época, meados da década de 1970, começou a compor com seu primeiro parceiro, o poeta Diógenes Brayner, participando de diversos festivais.
No final da década de 1960, viajou para a Europa integrando um grupo folclórico. Em 1970, ao voltar para o Brasil, gravou um compacto duplo com algumas músicas vencedoras de festivais estaduais da Paraíba. Logo depois, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde conheceu músicos e compositores radicados naquele estado, como Zé Ramalho, Shangai, Amelinha e Sivuca. No ano de 1979, lançou seu primeiro LP "20 palavras ao redor do sol", pela gravadora Epic/CBS. Nesse disco, em que faz melodia para poemas de João Cabral de Melo Neto, incluiu diversas composições de sua autoria, como "Ensacado", com Sergio Natureza, "Djaniras", com Shangai e Israel Semente, "Eu vou pegar o metrô", com Lourival Lemes e as duas composições que a tornariam mais conhecida do grande público, "Coito das araras" e "Kukukaya (Jogo da asa da bruxa)", ambas de sua autoria e posteriormente regravadas por Amelinha e Elba Ramalho. No ano seguinte, lançou o disco "Estilhaço", pela gravadora Epic/CBS, do qual destacou-se o sucesso nacional: "Estilhaço", de sua autoria, com letra do poeta Flávio Nascimento. Ainda desse disco constam "Porque é da natureza", com Abel Silva, "Meu boi surubim", sobre citações de Guimarães Rosa, "Não há guarda-chuva", sobre poema de João Cabral de Mello Neto e "Menina passarinho", de sua autoria, alusão a "Menino passarinho", de Luiz Vieira. Em 1985, gravou pela Continental o LP "Feliz demais", incluindo de sua autoria, "Outro rosto", "Serenas águas" e "Considerando". No CD "Avatar", seu quarto disco, contou com as participações especiais de Shangai e Chico César e incluiu "Rogaciano", "Apuleio" e "Antoninha me leva", as três em parceria com o poeta pantaneiro Manoel de Barros. Ainda nesse disco, além de músicas inspiradas na literatura de José Lins do Rego, interpretou novas versões para seus dois maiores sucessos: "Coito das araras", "Ponta do Seixas" e "Kukukaya". Elba Ramalho, uma de suas maiores intérpretes, também gravou, de sua autoria, a composição "Oitava". Em 1995, teve sua composição "Quatro Cravos", com Jarbas Mariz, gravada por Jereba, no disco "Jereba Dance", que foi gravado na Alemanha, pela Jereba Produções. Em 2005, lançou o CD "Cátia de França canta Pedro Osmar", interpretando músicas de Pedro Osmar. O disco traz a artista num trabalho inédito no papel de intérprete. Tendo realizado diversos shows em todo país e referenciada pelo jornalista Assis Ângelo como personalidade importante na promoção da música e da cultura regional do país, é integrante da ONG e do Projeto Malagueta, que trabalha com o objetivo de divulgar o acervo histórico, turístico, cultural e musical da Paraíba, tendo parceria com órgãos como o SESC da Paraíba, o Governo do Estado, e a Secretaria de Educação e Cultura, entre outros. Em 2006, apresentou-se no Espaço Cultural Sylvio Monteiro, em Nova Iguaçu/RJ, com repertório composto de composições inéditas e de várias fases de sua carreira, demonstrando a variedade de elementos contidos em sua obra.(http://www.dicionariompb.com.br/)
No final da década de 1960, viajou para a Europa integrando um grupo folclórico. Em 1970, ao voltar para o Brasil, gravou um compacto duplo com algumas músicas vencedoras de festivais estaduais da Paraíba. Logo depois, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde conheceu músicos e compositores radicados naquele estado, como Zé Ramalho, Shangai, Amelinha e Sivuca. No ano de 1979, lançou seu primeiro LP "20 palavras ao redor do sol", pela gravadora Epic/CBS. Nesse disco, em que faz melodia para poemas de João Cabral de Melo Neto, incluiu diversas composições de sua autoria, como "Ensacado", com Sergio Natureza, "Djaniras", com Shangai e Israel Semente, "Eu vou pegar o metrô", com Lourival Lemes e as duas composições que a tornariam mais conhecida do grande público, "Coito das araras" e "Kukukaya (Jogo da asa da bruxa)", ambas de sua autoria e posteriormente regravadas por Amelinha e Elba Ramalho. No ano seguinte, lançou o disco "Estilhaço", pela gravadora Epic/CBS, do qual destacou-se o sucesso nacional: "Estilhaço", de sua autoria, com letra do poeta Flávio Nascimento. Ainda desse disco constam "Porque é da natureza", com Abel Silva, "Meu boi surubim", sobre citações de Guimarães Rosa, "Não há guarda-chuva", sobre poema de João Cabral de Mello Neto e "Menina passarinho", de sua autoria, alusão a "Menino passarinho", de Luiz Vieira. Em 1985, gravou pela Continental o LP "Feliz demais", incluindo de sua autoria, "Outro rosto", "Serenas águas" e "Considerando". No CD "Avatar", seu quarto disco, contou com as participações especiais de Shangai e Chico César e incluiu "Rogaciano", "Apuleio" e "Antoninha me leva", as três em parceria com o poeta pantaneiro Manoel de Barros. Ainda nesse disco, além de músicas inspiradas na literatura de José Lins do Rego, interpretou novas versões para seus dois maiores sucessos: "Coito das araras", "Ponta do Seixas" e "Kukukaya". Elba Ramalho, uma de suas maiores intérpretes, também gravou, de sua autoria, a composição "Oitava". Em 1995, teve sua composição "Quatro Cravos", com Jarbas Mariz, gravada por Jereba, no disco "Jereba Dance", que foi gravado na Alemanha, pela Jereba Produções. Em 2005, lançou o CD "Cátia de França canta Pedro Osmar", interpretando músicas de Pedro Osmar. O disco traz a artista num trabalho inédito no papel de intérprete. Tendo realizado diversos shows em todo país e referenciada pelo jornalista Assis Ângelo como personalidade importante na promoção da música e da cultura regional do país, é integrante da ONG e do Projeto Malagueta, que trabalha com o objetivo de divulgar o acervo histórico, turístico, cultural e musical da Paraíba, tendo parceria com órgãos como o SESC da Paraíba, o Governo do Estado, e a Secretaria de Educação e Cultura, entre outros. Em 2006, apresentou-se no Espaço Cultural Sylvio Monteiro, em Nova Iguaçu/RJ, com repertório composto de composições inéditas e de várias fases de sua carreira, demonstrando a variedade de elementos contidos em sua obra.(http://www.dicionariompb.com.br/)
Ouça Cátia de França, nos excertos dos áudios: Ponta do Seixas (Cátia de França)1996 / Coito das araras (Cátia de França) 1979 / Porto de Cabedelo (Cátia de França)1979 / Kukukaya (Cátia de França)1996 / Panorama (Cátia de França)1996 / Vinte palavras ao redor do Sol (Cátia de França)1979 .
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
SÉRGIO SAMPAIO (1947 - 1994)
Carreira
Após ter sido radialista em Cachoeiro, Sérgio foi tentar a carreira musical no Rio de Janeiro. Contratado pela CBS (hoje Sony BMG), Sérgio lançou ao lado de Raul Seixas o álbum Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10 em 1971. No ano seguinte, lançou a marcha-rancho Eu Quero É Botar Meu Bloco na Rua no Festival Internacional da Canção. A música se tornou sucesso nacional e deu nome ao primeiro disco solo de Sérgio. Apesar do sucesso do compacto do Bloco, o LP não foi bem-sucedido, em parte pelo comportamento displicente de Sérgio, que se dedicava mais à vida boêmia carioca do que à divulgação do álbum.
Já com o rótulo de "maldito" da MPB, Sérgio passou por várias gravadoras e lançou um álbum independente. Alcoólatra, só se recuperou do vício na década de 90, mas acabou falecendo antes de retornar a carreira.
Cronologia
1947
Sérgio Moraes Sampaio nasce a 13 de abril, em Cachoeiro de Itapemirim, filho de Raul Gonçalves Sampaio, fabricante de tamancos e maestro de banda e Maria de Lourdes Moraes, professora primária.
1956
Começa a ajudar o pai na tamancaria. Na escola é aluno aplicado, eventualmente o melhor da classe: Dona Maria de Lourdes o colocava para estudar em casa todos os dias.
1963
Fica vidrado no samba "Cala a boca, Zebedeu", de autoria de Seu Raul, inspirado numa vizinha da Rua Moreira que espinafrava o marido diariamente. O apelido do sujeito era "Fulica".
1964
Ingressa como locutor na XYL-9, Rádio Cachoeiro. Torna-se um fã do samba-canção de Orlando Silva, Nélson Gonçalves e Sílvio Caldas.
1965
Passa três meses de experiência como locutor da Rádio Relógio Federal, no Rio de Janeiro. Retorna a Cachoeiro para servir no "Tiro de Guerra" local. É detido freqüentemente por trocar os pernoites por incursões aos bares e bordéis cachoeirenses.
1967
Mudança definitiva para o Rio de Janeiro, para tentar a vida como locutor ou cantor-compositor.
1969
Passagens pelas rádios Rio de Janeiro, Mauá e Carioca. Ingressa na rádio Continental, onde conhece Erivaldo Santos, parceiro no primeiro samba feito no Rio, "Chorinho inconseqüente", mais tarde incluído no LP "Sociedade da Grã-Ordem Kavernista apresenta Sessão das Dez".
1970
Novembro: acompanha ao violão o compositor Odibar, parceiro de Paulo Diniz em "Quero voltar para a Bahia", num teste na gravadora CBS com o então produtor Raulzito. As músicas de Odibar não agradam e Sérgio canta composições suas como "Coco verde" e "Chorinho inconseqüente". Na saída, Raul Seixas lhe diz ao pé do ouvido: "Volte amanhã".
1971
Janeiro: assinatura do contrato com a CBS. Sérgio e Raul se tornam amigos. Com Raulzito, Sérgio conhece o rock e o pop internacional em geral. Abril: "Sol 40 graus", com o Trio Ternura, é a primeira letra de Sérgio Sampaio a ganhar as rádios. Ele assina a música como "Sérgio Augusto" e seu parceiro Ian Guest, como "Átila". No mesmo ano compoe "Minha miragem" em parceria com Ian, música até entao inédita. Junho: compacto "Coco verde/"Ana Juan", direção artística de Raul Seixas e arranjos de Ian Guest. O disco toca muito, devido à ajuda de amigos disk-jockeys de Sérgio, mas vende pouco. Setembro: LP "Sociedade da Grã-Ordem Kavernista apresenta Sessão das Dez", com Raul Seixas, Míriam Batucada e Edy Star, que causa na época o maior fordunço na gravadora CBS. Também pudera: o disco era uma verdadeira sessão de escracho musical, uma coleção de pastiches de rock, samba e ritmos nordestinos, com letras sarcásticas, entremeadas por piadas e sátiras ao cotidiano em forma de vinhetas malucas. Outubro: Sérgio participa do VI FIC com "No ano 83", de sua autoria. A seu lado, nos vocais, Jane Vaquer, futuramente conhecida como Jane Duboc.
1972
Março: conhece o guitarrista Renato Piau nos corredores da CBS. Abril: compacto "Classificados nº 1"/ "Não adianta". Direção artística de Raul Seixas. Setembro: Pelas mãos de Raul Seixas, que já estava na gravadora, Sérgio ingressa na Phillips, dirigida por André Midani, para trabalhar com o produtor Roberto Menescal. Gravação de "Eu quero é botar meu bloco na rua", inscrita no VII FIC, com presença de Piau no violão, Ivan Machado no baixo, os "Cream Crackers" na percussão, Raul Seixas e membros dos Golden Boys no coro. Outubro: estouro no FIC com o "Bloco", que invade as rádios de todo o Brasil. Em poucos meses, vendas de mais de 300 mil compactos. Dezembro: Sérgio contrai tuberculose, mas ainda assim começa as gravações de um LP para a Phillips, com produção de Raul Seixas, e na banda de apoio Renato Piau, o tecladista José Roberto Bertrami, o baixista Alexandre Malheiros e Ivan "Mamão" Conti na bateria. Também participam os "Cream Crackers" e o baterista Wilson das Neves.
1973
Março: sai o LP "Eu quero é botar meu bloco na rua". Mesmo contendo a música de grande sucesso, torna-se um fracasso comercial e de crítica. No entanto, permanece até hoje como o disco preferido da maioria dos sampaiófilos. Apesar da boa execução nas rádios de músicas como "Viajei de trem", uma toada-rock de alta lisergia, a valsa pop "Leros & leros & boleros" e os sambas "Odete" e "Cala a boca, Zebedeu", a vendagem não ultrapassa as 5 mil cópias. Maio: apresentação na série de shows "Phono 73", em São Paulo. Outubro: Sérgio recebe o "Troféu Imprensa", o "Oscar brasileiro", do programa "Sílvio Santos", na TV Globo, como "Revelação de 72".
1974
Janeiro: compacto "Meu pobre Blues"/ "Foi ela". A primeira, uma lírica e dúbia elegia ao seu ídolo de juventude, Roberto Carlos. A segunda, um samba com feeling de rock, cadenciado e envolvente. Abril: casa-se com Maria Verônica Martins (Ponka), numa cerimônia hippie em Cachoeiro. Aplica um beijo na testa do Juiz de Paz no final. Junho: rescinde o contrato com a Phillips e retira-se por algum tempo em Mimoso, cidade próxima a Cachoeiro, onde compõe o samba "Velho bandido".
1975
Janeiro: retorna ao Rio e ingressa na gravadora Continental. Junho: compacto "Velho bandido"/"O teto da minha casa", com produção de Roberto M. Moura e arranjos do violonista João de Aquino. Novembro: sua marchinha "Cantor de rádio" é incluída no LP "Convocação Geral nº 2", da Som Livre.
1976
Janeiro: show "O pulo do gato", da SOMBRÁS, no Teatro Casa Grande, com Jards Macalé e Dona Ivone Lara. Entre maio e junho, gravações e lançamento do LP "Tem que acontecer", muito elogiado pela crítica mas pouco executado nas rádios.
1977
Março: compacto "Ninguém vive por mim / História de boêmio(Um abraço em Nélson Gonçalves). Junho: cancelamento de um novo LP para a Continental seguido da rescisão do contrato. Agosto: show no Teatro Tonelero, organizado por universitários, com Fágner, Zé Ramalho, Geraldo Azevedo e Lô Borges.
1978
Junho: internação no Hospital Miguel Couto do Rio com uma crise de pancreatite. Novembro: lota por uma semana o Teatro Opinião, do Rio, com o show "Agora".
1979
Julho: temporada de 15 dias na Sala Funarte/Sidney Miller, no Rio, ao lado do compositor Carlos Pinto.
1982
LP independente "Sinceramente". Um trabalho denso e confessional, enfocando ao mesmo tempo as diversas facetas pessoais e artisticas de Sampaio. Lançado em meio à explosão de ursinhos blau-blaus, batatas-fritas e folias na praia da "niuêive" carioca, o disco passa despercebido.
1983
Fevereiro: nasce João Sampaio, da união com Angela. O compositor Xangai (Eugênio Avelino) é o padrinho.
1986/87
Mesmo os mais atentos fãs acham que Sampaio abandonou a carreira. Raramente se ouve falar nele. Seus discos viram peças de colecionador, disputados a tapa nos sebos de todo o páis. Letras como as de "Meu pobre Blues" ou "Ninguém vive por mim", músicas lançadas apenas em compacto, são cultuadas e reconstituídas verso a verso pelos "sampaiófilos" de carteirinha. Os 80 são realmente um habitat muito ingrato para Sampaio: nenhuma música no rádio, magros direitos autorais e escassos shows, quase sempre em bares e sem nenhuma cobertura da mídia. Na vida pessoal, o alcoolismo minando dia a dia suas forças. Ainda assim, o artista continua compondo regularmente e cada vez melhor suas novas músicas, que apresenta nos shows lado a lado com seus cavalos de batalha.
1988
Outubro: temporada de 10 dias na Sala Funarte, do Rio, com Jards Macalé.
1989
Encontra com Raul Seixas em São Paulo. O Sérgio se assusta com o estado do amigo. O encontro foi gravado em video pelo RRC.
1990
Novembro: shows no Segredo de Itapuã, Bahia, ao lado de Xangai. . Sérgio começa a namorar a produtora de shows Regina Pedreira e resolve mudar-se para a Bahia.
1991/92
Os ares baianos fazem muito bem a Sampaio, que vivencia uma espécie de renascimento artístico e pessoal. Novas composições e diversos shows em bares da periferia de Salvador e em outros estados nordestinos. Outubro/92: participação no show "Baú do Raul", na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, na Bahia, cantando músicas do LP "Sociedade Kavernista...".
1993
Fevereiro: no aniversário do filho João, Sérgio anuncia que deixou a bebida. Ao longo do ano, shows em Brasília, Goiânia, Vitória e Rio de Janeiro.
1994
Janeiro: Convite do selo paulista Baratos Afins para gravação de um CD de inéditas. Abril: aniversário no Rio com presença de amigos como Sérgio Natureza, Chico Caruso e Luiz Melodia. Maio: internação no CTI do Hospital IV Centenário com crise aguda de pancreatite. Sérgio estava muito debilitado, nao queria ser visto por ninguem, falece às 5 da manhã do dia 15 de maio. Poucas pessoas acompanham o enterro, sinal de abandono, a midia pouco se falou. O maldito descansava...
2006
Depois de muito tempo esquecido, enfim a volta: lançado o CD "Cruel", produzido por Zeca Baleiro, com 12 canções inéditas de Sérgio Sampaio, interpretadas por ele em gravações caseiras, agora remasterizadas
Álbuns inéditos
Eu Quero É Botar Meu Bloco na Rua (LP, 1973)
(reeditado como CD em 1988 pela Warner, sob número 73145429932)
Tem que Acontecer (LP, 1976)
Sinceramente (LP, 1982)
Cruel (CD, 2006) (Póstumo)
Antologias e participações
Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10 (LP, 1971)
(com Raul Seixas, Miriam Batucada e Edy Star)
Carnaval Chegou (LP, 1972)
Phono 73 (LP, 1973)
Convocação geral nº 2 (LP, 1975
Balaio do Sampaio (CD, 1998)
Sergio Sampaio (CD, 2002)
Compactos simples
Coco verde/Ana Juan (1971) CBS
Classificados nº 1/Não adianta (1972) 33745
Eu quero é botar meu bloco na rua (1972) Phillips/Phonogram
Meu pobre blues/Foi ela (1974) 6069 090
Velho bandido/O teto da minha casa (1975) 1-01-101-155
Ninguém vive por mim/História de boêmio (Um abraço em Nélson Gonçalves) (1977) 101-101-264
( fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/)
Outras páginas dedicados à Sérgio Sampaio:
http://www.sampaiotributo.hpg.ig.com.br/principal.html
http://sergiobenditosampaio.blogspot.com/2007/12/compactos-raridades.html
Sérgio Sampaio, poeta dos sentimentos urbanos, transmitiu como ninguém, a fragmentação do "eu", da solidão , do caos. Na forma, nos remete a um certo cubismo . Foi ele, aquele, quem nos disse que há : " . .. tanto limão pelo chão, soltem cachorros nos parques, no pátio interno, os ladrões" . (Blog).
Ouça o incomparável Sérgio Sampaio, nos excertos dos áudios: Que loucura (Sérgio Sampaio) 1976 / Não tenha medo, não! (Rua Moreira, 65)(Sérgio Sampaio) 1973/ Dona Maria de Lourdes (Sérgio Sampaio)1973 / Quatro paredes (Eduardo Marques) / Tem Que Acontecer (Sergio Sampaio) 1976 / Cruel (Sérgio Sampaio) - CD póstumo Cruel 2006 - Saravá Discos Eu sou aquele que disse (Sérgio Sampaio)1973 .
ARTISTAS PORTUGUESES - FRANCISCO FANHAIS (PADRE FANHAIS)
Ouça o Padre Fanhais, nos excertos das músicas: Leonor (António Cabral-Francisco Fanhais)1970 / Canto Do Ceifeiro (Eduardo V. Fonseca-F. Fernandes)1970 / Cantilena (poema de Sebastião da Gama) 1969 / Juventude 1969 (poema de João Apolinário) .
ARTISTAS PORTUGUESES - PEDRO BARROSO
Ouça Pedro Barroso, nos excertos das músicas : Fado da charneca (versos Pedro Barroso; música popular recolhida em Riachos (Fado da Charneca e Fado do Ti Zé Luís) / A dança da feira (Pedro Barroso) / Romance de Almeirim (versos popular (arranjo Pedro Barroso); música popular (recolha do Rancho Folclórico da Casa do Povo de Almeirim) / Cantarei (Pedro Barroso)(1982).
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