domingo, 7 de dezembro de 2008

EDNARDO

José Ednardo Soares Costa Sousa - EDNARDO . Nasceu em Fortaleza, a 17 de abril de 1945, cantor e compositor brasileiro.
Consagrado em todo o Brasil, suas músicas tocam em vários países: Portugal, Espanha, França, Japão, Israel, Alemanha, Itália, Holanda, Argentina, Uruguai, Cuba, México, comunidades Latino-Americanas de Miami, Orlando, New Jersey, New York, constatando que suas músicas tocam espontaneamente em vários paises e continentesA partir de 70, quando venceu Festival Nordestino da Música Brasileira, promovido pelos Diários e Rádios Associados - TV Tupi, Ednardo completa 35 anos de carreira artística, são mais de 300 músicas e letras, distribuídas em 15 Discos Originais, 15 discos de compilações, 4 Trilhas Musicais de Cinema, 2 Trilhas Musicais para Teatro, 2 Vídeos com Especiais de TV, e reconhecimento do público e da crítica especializada, como um dos mais importantes artistas da Música Popular Brasileira. Sua obra abrangente toca e repercute em várias gerações com vigor criativo e comunicativo, próprio de quem realiza arte íntegra, vital e necessária às pessoas de qualquer nacionalidade e parâmetros musicaisOs sucessos e standarts discográficos cantados por Ednardo, tais como: *Terral *Pavão Mysteriozo *Artigo 26 *Flora *A Manga Rosa *Beiramar *Carneiro *Enquanto Engoma a Calça *Imã *Rubi *Longarinas *Pastora do Tempo *Lagoa de Aluá *Ingazeiras, e outros de seu extenso e importante repertório, têm poder de conquistar o público em diversos segmentos sociais, faixas etárias, permanecendo através dos tempos, com a mesma importância artística.A abrangência multi mídia que a arte de Ednardo alcança, faz com que a aceitação de Shows e Discos, sejam realizados junto ao público nos mais diferentes segmentos do mercado.
Ednardo é autor de várias trilhas musicais de cinema e tv. Repercute até hoje no Brasil e exterior a música Pavão Mysteriozo, trilha de abertura da novela Saramandaia TV Globo, (Dias Gomes com Direção de Walter Avancini), e dos filmes: Luzia Homem, (Fábio Barreto); Tigipió; O Calor da Pele, (Pedro Jorge de Castro); Cauim (Ednardo), onde produz, roteiriza e dirige o filme homônimo ao disco Cauim; Na novela Tocaia Grande - sobre obra de Jorge Amado - TV Manchete, (Walter Avancini), realiza a música de cordel de encerramento do folhetim e participa como ator no personagem Cantador, no capítulo final.
Em "Luzia Homem", além de realizar trilha musical, Ednardo também é ator no personagem Poeta de Cordel, o filme teve bilheteria recorde no Brasil, sucesso na Europa, Festival de Huelva - Espanha, Festival de Cannes-Paris, e Estados Unidos, em rede coast to coast de TV.Em "Tigipió" - A trilha musical, é premiada nos festivais de Karlov Vary / Checoslováquia, e em Verona / Itália, o filme foi ao ar em rede de TV na Iugoslávia. Em "O Calor da Pele" - a trilha obteve aplauso e público no Festival Internacional de Cinema da Argentina e nos Festivais - Cine Ceará, em Fortaleza e no Festival de Cinema de Brasília.Em "Cauim", com Direção, Roteiro e Música de Ednardo, evidencia a proximidade do Artista com o Cinema, foi projetado em todas as apresentações de Shows 78 / 79, junto ao disco de mesmo título.Aura Edições Musicais produziu Especiais de TV com Ednardo, transmitidos em rede nacional: Ednardo - Ceará Quatro Estações; Ednardo - Especial. Programas plenos de músicas, em VHS que serão em breve, lançados em DVDs.Em Fevereiro de 2006, a EMI Music lança três CDs de Ednardo, trilogia gravada entre 82 a 85 - "Terra da Luz"; "Ednardo"; "Libertree". São trinta músicas com sabor de inéditas, visto que até então, o grande público não tinha acesso as gravações originais dos LPs gravados neste período. Neste ano a EMI disponibiliza ao público, durante as comemorações de 35 anos de carreira do Artista.Aura Edições Musicais, gravou outros CDs, que estão em fase de pós-produção, serão lançados no segundo semestre de 2006, um com trilhas de cinema, e outro com gravações ao vivo e em estúdio.Mais de 50 intérpretes têm gravado músicas de Ednardo, entre os quais: Elba Ramalho, Fagner, Belchior, Ney Matogrosso, Vânia Abreu, Luiz Caldas, Paul Mauriat, Amelinha, Ceumar, Cláudio Lins, Inti-Aymará & Nacha, Nonato Luiz, Renato Aragão, Eliana Pittman, André Saísse, Olga Ribeiro, Rogério Soares, Régis Soares, Mona Gadelha, Marcus Brito, Josildo Sá, Lúcia Menezes, Moisés Santana. Bandas: Paralela, Terramérica, Baião de Corda, Grupo Mawaca, entre outros de merecidas importâncias. (fonte: http://www.ednardo.com.br/ ).

Considero Ednardo, do início de sua carreira até o disco lançado em 1979, um marco de distinção na música popular brasileira. (Blog.)
Ouça algumas preciosidades de Ednardo, nos excertos dos áudios abaixo:Aguagrande (1974) (Augusto Pontes - Ednardo) / Rendados (Tânia Araújo - Ednardo) (1978) / Pastora do tempo (Ednardo)(1977) / Longarinas (Ednardo)(1976) / Sonidos (Ednardo) (1976) / Torpor (Ednardo)(1979) / Avião de Papel (Ednardo)(1974).

CANTORAS DA ESPANHA - ESTRELLA MORENTE

ESTRELLA MORENTE - A Cantora Estrella Morente Carbonell nasceu em Granada em 1981.Filha do maestro Enrique Morente, da bailarina Aurora Carbonell e neta do Guitarrista de Flamenco “Montoyita”, Estrella cresceu e amadureceu como artista num ambiente de Flamenco.Tem ganho inúmeros prémios, nomeadamente os Prémios “Onda” na categoria de melhor criação flamenca e esteve nomeada para os Grammys Latinos e Prémios Amigo. Estrella Morente tornou-se a nova “musa”de Pedro Almodovar ao dar voz a "Volver" tema-título do mais recente filme do realizador espanhol. "Mujeres", álbum de tributo a grandes figuras femininas e do qual faz parte "Volver", foi nomeado para os Grammys Latinos. Aos 26 anos a filha primogénita de Enrique Morente já é considerada como um dos nomes mais promissores do Flamenco. Dotada de uma voz cristalina, Estrella Morente move-se suavemente entre tons quentes e sedutores, e frases emotivas e arrebatadas.Estrella possui um conhecimento profundo da sua arte, assim como um refinado gosto que lhe é inato, o que a tornou numa referência tanto para os aficionados do Flamenco como para os amantes da música em geral, combinando as influências da sua terra natal – Granada – com as novas tendências do Flamenco do novo milénio.O canto de Estrella Morente não é puro nem ortodoxo mas contém elementos únicos e personalidade, o que constitui uma verdadeira revolução no panorama da tradição do “Cante Flamenco”. (fonte: http://www.estrellamorente.myguide.pt/ )

Ouça dois excertos de áudios com Estrella Morente: Tangos del chavico (1995) e Volver (com Alberto Iglesias) .



ARTISTAS CUBANOS - MARIA TERESA VERA (1895 - 1965)

MARIA TERESA VERA - A grande dama da música cubana, Maria Teresa Vera, não somente era a maior cantora da trova cubana de todos os tempos, como também foi uma das maiores cantoras latinas . Vera tornou-se cantora profissional e compositora durante o início do século 20, quando ser cantora ou artista, era uma carreira difícil para as mulheres.Sua habilidade em cantar trovas - canção popular rural - ajudou a lançar as bases para a explosão da música popular cubana nos anos 30 e 40 . Sua fama como trovadora durou bastante tempo, mesmo após o estilo ter sido mesclado por outras tendências. Maria Teresa Vera nasceu em Guanajay, na província de Pinar del Rio, proximo de Havana, em 6 de fevereiro de 1895. Começou a aprendizagem da guitarra com José Diaz, e em 1911, na idade de 15 anos,apresentou-se publicamente em Havana em uma homenagem ao ator cubano Arquimedes Pous. Vera, posteriormente, formou o primeiro de vários duos, um formato que iria favorecer toda a sua carreira, com Rafael Zequeira. O Duo viajou para Nova York várias vezes para gravações. Após a morte de Rafael Zequeira em 1924, Vera formou um novo duo com Miguelito Garcia em 1926. Vera também formou seu próprio grupo, o Sexteto Occidente, com o qual ela voltou a Nova York para gravar. Em 1937, Vera formou mais uma parceria com Lorenzo Hierrezuelo, o que revelou num bem sucedido casamento musical, mantendo-se durante 25 anos. Em 1954 viaja para o México com a finalidade de promover a trova cubana. Em 1962 cometida de séria doença afastou-se da música, deixando um status de uma das maiores cantoras cubanas e latinas. Maria Teresa Vera, durante mais de 50 anos desenvolveu um frutífero trabalho no mundo artístico, destacando-se de forma singular, com suas composições e interpretações, sendo considerada como a mais alta expressão feminina da trova tradicional cubana. As últimas apresentações de Maria Teresa Vera ocorreram em 1961. Neste ano gravou uma coleção de canções de sua autoria , sendo reeditadas em 1999, pela gravadora Egrem. Maria Teresa Vera, faleceu em 17 de dezembro de 1965. Venerada pena Nova Trova Cubana trinta anos depois, é hoje ainda, merecidadente, reverenciada .(fontes diversas de pesquisa / entre as quais : http://alocubano.com/)

Ouça a grande artista cubana Maria Teresa Vera, nos excertos dos áudios: Veinte Años (Guillermi Aramburu) / Aurora (Manuel Corona) / Cara A Cara (Maria Teresa Vera) / Longina (Maria Teresa Vera, Manuel Corona) / Santa Cecilia (Maria Teresa Vera, Manuel Corona).



PAULO CÉSAR PINHEIRO

PAULO CÉSAR PINHEIRO - Letrista. Poeta. Começou a escrever versos na época em que morou em Angra dos Reis (RJ). Nessa cidade, conheceu João de Aquino, com quem compôs suas primeiras canções. É casado com a instrumentista Luciana Rabello. Em 1964, compôs "Viagem" (c/ João de Aquino). No ano seguinte, iniciou uma parceria com Baden Powell. Ainda na década de 60, participou dos seguintes festivais: 1968: I Bienal do Samba (TV Record), com "Lapinha" (c/ Baden Powell), classificada 1º lugar. Nesse mesmo ano, a música foi gravada por Elis Regina; 1968: III Festival da Música Popular Brasileira (TV Record), com "A grande ausente" (c/ Francis Hime), defendida por Taiguara e classificada em 6º lugar; 1968: III Festival Internacional da Canção (Rede Globo), com as canções "Sagarana" (c/ João de Aquino), interpretada por Maria Odete, e"Anunciação" (c/ Francis Hime), interpretada pelo MPB-4; 1969: IV Festival Internacional da Canção (Rede Globo), com "Sermão" (c/ Baden Powell). Em 1970, apresentou-se ao lado de Baden Powell em temporada de 15 dias em Paris (França). Ainda nesse ano, destacou-se como letrista, em suas parcerias com Baden Powell "Samba do perdão", "Quaquaraquaquá" e "Aviso aos navegantes", gravadas por Elis Regina, e "Refém da solidão" (c/ Baden Powell), gravada por Elizeth Cardoso. Também nesse ano, participou das trilhas sonoras de "O semideus", novela da TV Globo (com 12 músicas), e "A vingança", filme de Marcos Farias. Assinou, também, roteiros de shows de Baden Powell. Voltou a participar de festivais, ainda na década de 1970: 1971: IV Festival Universitário da Música Popular (TV Tupi), com "E lá se vão meus anéis" (c/ Eduardo Gudin), defendida pelo conjunto Os Originais do Samba, classificada em 1º lugar; 1972: VII Festival Internacional da Canção (Rede Globo), com "Diálogo" (c/ Baden Powell), que venceu um festival realizado na Espanha. Em 1973, participou das trilhas sonoras de "Tati, a garota", filme de Bruno Barreto, e "A teoria na prática é outra", peça teatral de Antônio Pedro, montada no Teatro Princesa Isabel (RJ). Em 1974, sua canção "Agora é Portela 74" (c/ Maurício Tapajós) foi gravada pelo conjunto MPB-4. Também nesse ano, assinou a versão do musical "Pippin", encenado no Teatro Manchete (RJ). Ainda em 1974, gravou seu primeiro LP como intérprete de suas canções, "Paulo César Pinheiro", com destaque para "Maior é Deus" (c/ Eduardo Gudin), "Bandoneon" (c/ Guinga), "Besouro mangangá" (c/ Baden Powell), "Viagem" (c/ João de Aquino), "Cicatrizes" (c/ Miltinho) e "Pesadelo" (c/ Maurício Tapajós). Em 1975, casou-se com a cantora Clara Nunes. Nesse mesmo ano, lançou, com Marcia e Eduardo Gudin, o LP "O importante é que a nossa emoção sobreviva", contendo suas canções "Veneno" e "Consideração", ambas com Eduardo Gudin, e "Marcha-rancho" (c/ Maurício Tapajós e Eduardo Gudin), entre outras. Em 1976, lançou, com Marcia e Eduardo Gudin, o LP "O importante é que a nossa emoção sobreviva nº 2", com suas canções "Velho passarinho" (c/ Eduardo Gudin) e "Dança da força", entre outras. Ainda nesse ano, publicou o livro de poemas "Canto brasileiro". Em 1978, escreveu músicas para a trilha sonora de "A batalha dos Guararapes", filme de Paulo Thiago. Na área infantil, compôs "Pedrinho e Jabuticaba" (c/ Dori Caymmi), para a trilha sonora do programa "O sítio do pica-pau amarelo" (Rede Globo), e cinco músicas em parceria com Edu Lobo, para a trilha sonora do programa "Rá-tim-bum" (TV Cultura). Em 1980, gravou mais um LP autoral, "Paulo César Pinheiro", contendo "Minhas esquinas" (c/ João Nogueira), "Jogo de Angola" (c/ Mauro Duarte) e "Matita Perê" (c/ Tom Jobim), entre outras. Dois anos depois, publicou mais um livro de poemas, "Viola morena". Em 1983, lançou o LP "Poemas escolhidos", registrando 33 poemas de sua autoria, entre os quais "Infância", "Revelação" e "Fruta nativa". Nesse ano, ficou viúvo de Clara Nunes. A canção "Voz unida", de sua parceria com Maurício Tapajós, escrita em homenagem a Dalva de Oliveira e a Clara Nunes, foi a única canção inédita, entre clássicos da MPB, incluída no repertório do LP duplo "Há sempre um nome de mulher", projeto realizado, em 1989, por Ricardo Cravo Albin para obter recursos para a "Campanha do Aleitamento Materno". O disco, vendido apenas nas agências do Banco do Brasil, atingiu a marca de 600.000 cópias. Em 1994, apresentou-se, com João Nogueira, em show gravado ao vivo e lançado no CD "Parcerias". No repertório, 17 canções da dupla, como "Espelho", "Eu, hein, Rosa", "Poder da criação" e "Rio, samba, amor e tradição", entre outras. Em 1996, apresentou-se, com Marcia e Eduardo Gudin, no Sesc-Pompéia (SP). O espetáculo, "Tudo o que mais nos uniu", realizado em comemoração aos 20 anos do primeiro show dos três artistas, foi gravado ao vivo e lançado em CD homônimo, contendo suas canções "Santo dia", "O cristal e o marfim", Velho casarão", "Recado ao poeta" e "E lá se vão meus anéis", todas em parceria com Eduardo Gudin, entre outras. Em 2000, lançou mais um livro, "Atabaques, violas e bambus". Ainda nesse ano, escreveu, em parceria com Geraldo Carneiro, as letras para a "Sinfonia do Rio de Janeiro", composição de Francis Hime. O espetáculo, com idealização e argumento de Ricardo Cravo Albin, apresentado no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, foi gravado ao vivo e lançado em CD e DVD pelo selo Biscoito Fino, com muito boa repercussão nacional e internacional. Considerado um dos maiores poetas da canção popular do Brasil, reuniu, ao longo de sua carreira, uma volumosa obra gravada por inúmeros cantores. Em 2003, lançou o livro "Clave de sal - Poemas do mar". Nesse mesmo ano, recebeu, pelo conjunto da obra, o Prêmio Shell (23º da série), em espetáculo realizado no Teatro João Caetano (RJ), que reuniu Nana Caymmi, MPB-4, Sérgio Santos, Amélia Rabello e Renato Braz. Ainda em 2003, gravou o CD "O lamento do samba", contendo 14 sambas inéditos, dos quais é autor da música e da letra, como "Estrela partida", "Nomes de favela", "Sublime paixão" e "Samba da tristeza", além da faixa-título, entre outros. O disco marcou o lançamento do selo Quelé, iniciativa conjunta das gravadoras Biscoito Fino e Acari Records. Em 2006, estreou, no Centro Cultural Banco do Brasil, a primeira peça teatral de sua autoria, “Besouro Cordão de Ouro”, contando a história de “Waldemar de Tal”, o “Besouro-Mangangá”, uma lenda da capoeira. Para a trilha sonora do musical, compôs (músicas e letras) 14 canções. O espetáculo teve direção geral de João das Neves e direção musical de Luciana Rabello.(fonte:http://www.dicionariompb.com.br/)

Ouça Paulo César Pinheiro,nos excertos dos áudios: Estrela-Guia (Sivuca / Paulo César Pinheiro) 1980 / Cicatrizes (Miltinho / Paulo César Pinheiro) 1980 / Meia-Água (Paulo César Pinheiro) 2003 / Cautela (Paulo César Pinheiro) /Tatuagem (Nelson Cavaquinho / Guilherme de Brito / Paulo Gesta)com (com Márcia & Eduardo Gudin)

sábado, 6 de dezembro de 2008

JOSÉ MIGUEL WISNIK

JOSÉ MIGUEL WISNIK - nasceu em São Vicente, a 27 de outubro de 1948. Músico, compositor e ensaísta brasileiro. É também professor de Literatura Brasileira na Universidade de São Paulo. Graduado em Letras (Português) pela Universidade de São Paulo (1970), mestre (1974) e doutor em Teoria Literária e Literatura Comparada (1980), pela mesma Universidade. Wisnik estudou piano clássico durante muitos anos, mas optou pela faculdade de Letras. Apresentou-se pela primeira vez como solista da Orquestra Municipal de São Paulo aos 17 anos, interpretando o Concerto nº 2, de Camille Saint-Saëns. Em 1968 participou do Festival Universitário da extinta TV Tupi, com a canção Outra Viagem, cantada por Alaíde Costa e gravada posteriormente por Ná Ozzetti.Wisnik tem três discos gravados. Em 2000 gravou o disco independente José Miguel Wisnik. Em 2002 lançou o CD São Paulo Rio, que teve participação da cantora Elza Soares, com quem Wisnik realizou alguns shows em 2002, além de participar da direção artística de seu disco Do Cóccix até o Pescoço. Em 2003 lançou o CD Pérolas aos Poucos.Wisnik escreve regularmente ensaios sobre música e literatura. Publicou O Coro dos Contrários - a Música em Torno da Semana de 22 (Duas Cidades, 1977), O Nacional e o Popular na Cultura Brasileira (Brasiliense, 1982) e O Som e o Sentido (Companhia das Letras, 1989), Sem Receita - Ensaios e Canções (Publifolha, 2004) e Veneno Remédio: O Futebol e o Brasil (Companhia das Letras, 2008), além de participar dos livros coletivos Os Sentidos da Paixão, O Olhar e Ética (Companhia das Letras, 1987, 1988 e 1992) e do Livro de Partituras (Gryphus, 2004). Além de seus discos, livros, ensaios e aulas, Wisnik faz também música para cinema (Terra Estrangeira, de Walter Salles e Daniela Thomas), teatro (As Boas, Hamlet e Mistérios Gozozos para o Teatro Oficina, e Pentesiléias, de Daniela Thomas, dirigida por Bete Coelho) e dança. Fez três trilhas sonoras para o grupo Corpo, uma delas, Parabelo, em parceria com Tom Zé, outra com Caetano Veloso (Fonte : pt.wikipedia.org/)
José Miguel Wisnik - Professor de literatura brasileira na USP, José Miguel Wisnik é o autor de 'O Coro dos Contrários - A Música em Torno da Semana de 22' (1977) e 'O Som e o Sentido - Uma Outra História das Músicas' (1989), entre outros trabalhos. Compositor, cantor e letrista, gravou três discos solo - 'José Miguel Wisnik' (1992), 'São Paulo Rio' (2000) e 'Pérolas aos Poucos' (2003). Autor de trilhas para balés do Grupo Corpo, peças do Teatro Oficina e filmes como Terra Estrangeira e Janela da Alma, tem ensaios publicados em antologias como 'Os Sentidos da Paixão' (1987), 'O Olhar' (1988) e 'A Ética' (1992), e é palestrante convidado em inúmeras universidades e instituições do país e do exterior. (Fonte:http://publifolha.folha.com.br/).

Conheça um pouco da música do artista José Miguel Wisnik, nos excertos dos áudios: Valsa Azul ((Zé Miguel Wisnik-Nelson Ferreira) ) (2003) / O Extremo Sul (Zé Miguel Wisnik) (2003) / Pérolas Aos Poucos (Zé Miguel Wisnik-Paulo Neves)(2003) / Se Meu Mundo Cair (Zé Miguel Wisnik) (1992) / Virtual (com Jussara Silveira) (Zé Miguel Wisnik - Alice Ruiz)(2000).


MOACYR LUZ

MOACYR LUZ - Tido como um dos grandes compositores de samba da atualidade, passou a infância ouvindo o clarinete tocado pelo avô, músico da Banda do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, sua cidade natal. Perdeu o pai aos 15 anos e, para afastar a solidão, começou a tocar violão, influenciado pelo guitarrista e violonista Hélio Delmiro, seu primeiro companheiro de cordas. Gravou "Eu me Descubro", em 1979, com a cantora Lana Bittencourt, mas só tomou fôlego como compositor (até então queria seguir carreira como instrumentista) quando passou a ter suas músicas letradas por Aldir Blanc, seu parceiro mais constante. A parceria começou em 1984, com "A Tua Sombra" – gravada em seu disco de estréia "Moacyr Luz", lançado em 1988 pelo selo Acre – e seguiu afinada com "Mico Preto" (que virou tema de novela na voz de Gilberto Gil), "Anjo da Velha Guarda", "A Cereja e o Vermute" e "Coração Agreste", essa última sucesso na voz de Fafá de Belém e premiada como melhor canção no Prêmio Sharp de 1989. Para comemorar os dez anos de parceria com Aldir, foi lançado em 1995 o CD "Vitória da Ilusão", pelo selo Caju Music, relançado em 2000 pela Dabliú, assim como "Moacyr Luz". (Fonte: http://cliquemusic.uol.com.br/).

Moacyr Luz, possui oito CDs gravados trazendo em cada trabalho importantes referências à Música Brasileira. Do primeiro, relançado em CD “Moacyr Luz 1988” as participações de Raphael Rabello, Sivuca e Hélio Delmiro, dão um caráter acústico e lírico as canções primeiras da dupla Moacyr Luz e Aldir Blanc. Em “Vitória da Ilusão” uma fusão de ritmo traduz dez anos da parceria, reunindo Medalha de São Jorge, Mico Preto, Saudades da Guanabara e Flores em Vida pra Nelson Sargento. O CD “Mandingueiro” tem como referência maior o samba. Elogiado pela crítica, o disco resgata a formação clássica das rodas de samba predominando as dobradinhas: cavaquinho e violão, bandolim e sete cordas, pandeiro, surdo, cuíca e tamborim. No repertório sambas como Anjo da Velha Guarda, Pra Que Pedir Perdão e Cachaça, Árvore e Bandeira. “Na Galeria” seu quarto CD onde mostra o intérprete como carreira, recebendo críticas relevantes. Um repertório de compositores clássicos e arranjos intimistas, mas sofisticados. Foi considerado um dos melhores lançamentos do gênero do ano. Na sua carreira de compositor, mais de 100 músicas gravadas por diferentes intérpretes da MPB, como, Maria Bethânia, Nana Caymmi, Beth Carvalho, Leny Andrade, Gilberto Gil e Leila Pinheiro. Lançado em 2003, “Samba da Cidade”, Moacyr Luz homenageia o Rio de Janeiro. Disco traz parcerias com um verdadeiro ‘quem é quem’ de compositores cariocas: Martinho da Vila, Nei Lopes, Wilson Moreira, Wilson das Neves, Aldir Blanc, Paulo César Pinheiro e Luiz Carlos da Vila. O ano de 2004 começa com três fundamentais apresentações no Canecão ao lado de Jards Macalé, Luiz Carlos da Vila e Teresa Cristina. Em março de 2005, com patrocínio da Petrobrás, lança o CD “A Sedução Carioca do Poeta Brasileiro” aonde poemas inspirados na cidade do Rio de Janeiro são musicados e apresentados em melodias dissonantes e arranjos rebuscados com o grupo Água de Moringa. Poetas representativos como Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Moraes e Mario de Andrade. Inicia o segundo semestre de 2005 com o lançamento comercial pela DeckDisc do CD “Violão & Voz” onde, de maneira intimista, apresenta novas versões de suas composições gravadas por outros artistas. No mesmo disco também grava, como característica no seu trabalho, músicas de mestres como Noel Rosa, Cartola e Nelson Cavaquinho.Participou de projetos importantes como Seis e Meia com João Nogueira, Pixinguinha com Luiz Carlos da Vila e Antenas do Ipiranga com Elton Medeiros. Finalista do Festival da Música Brasileira pela TV Globo, com o samba Eu só Quero Beber Água, fez parte do grupo Dobrando a Carioca, ao lado de Guinga, Jards Macalé e Zé Renato, com apresentações em várias cidades brasileiras sendo considerado pelo jornal O Globo um dos três melhores shows do ano de 1999. Inclui na carreira apresentações nos principais circuitos de cultura do eixo Rio - São Paulo como CCBB, Museu do Telephone, Teatro Rival, Sesc Pompéia, Tom Brasil, Teatro Municipal de Niterói, Sala Funarte, Teatros Carlos Gomes e João Caetano.Como produtor musical pela gravadora Lua Discos, realiza os últimos CDs de Guilherme de Brito, Casquinha da Portela e Jards Macalé.Ainda em 2005 lança no Clube Renascença o Samba do Trabalhador uma roda de samba realizada nas tardes de segunda-feira, um horário inusitado, e grava CD e DVD com todos os artistas que freqüentam o local. O evento recebe um público surpreendente de 2000 pessoas em datas especiais.Ainda como produtor musical realiza no mesmo período o CD “ Vida Noturna” do parceiro e amigo Aldir Blanc.Abre 2007 com novo CD lançado pela DeckDisc - SEM COMPROMISSO - com o percussionista Armando Marçal, disco já recomendado pelo jornal O Globo.Cria a roda de samba Samba, Luzia novo acontecimento na cidade com um público médio de 1000 pessoas às margens da Baía de GuanabaraSe apresenta em Luanda, Angola na Escola Nacional de Jornalismo da capital.Participa do DVD Primeira Feira do Samba Carioca, uma parceria Zambo Discos e Canal Brasil.Também nesse ano, grava músicas em discos de Zeca Pagodinho, Martinho da Vila, Luiz Carlos da Vila e novos talentos como Dorina, Juliana Amaral e Ione Papas.Começa 2008 com show no Canecão, apresentando o Samba do Trabalhador ao público da zona sul.Em abril, ao lado de Nilze Carvalho e Luiz Carlos da Vila, toca em Haia, Holanda, para o Presidente Lula e a Rainha dos Paises Baixos, Beatrix. Em maio participa do XII Festival Inernacional de CubaDiscos em Havana. No fim de agosto lança pela Editora Desiderata o livro Botequim de Bêbado tem Dono, com ilustrações do cartunista Chico Caruso. (Fonte : "http://pt.wikipedia.org/wiki/)
Conheça um pouco da música de Moacyr Luz, ouvindo excertos das músicasMandingueiro - O tocador é bom (Moacyr Luz) (homenagem a Santa Cecília) 1998 / Violão e Voz - Cachaça, Árvore E Bandeira (Não Quero Mais Amar A Ninguém e Alvorada)2005 / Vitória da Ilusao - Alafim (Aldir Blanc - Moacyr Luz) 1995 / Prece ao Sol (Candeia) 2001 / Saudades da Guanabara ( Moacyr Luz- Aldir Blanc- Paulo César Pinheiro)1999 .

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

ARRIGO BARNABÉ

ARRIGO BARNABÉ - nasceu em Londrina, PR, em 14 de Setembro de 1951. Em São Paulo, cursou a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (1971 a 1973) e a Escola de Comunicações e Artes (1974 a 1979), onde fez o curso de composição, no Departamento de Musica. Ainda na década de 1970, participou do Festival Universitário da TV Cultura com a musica Diversões eletrônicas. Lançou seu primeiro LP, Clara Crocodilo, em 1980.Excursionou pelo Brasil em 1983, ano em que compôs a Saga de Clara Crocodilo para a Orquestra Sinfônica Juvenil do Estado de São Paulo e grupo de rock. Ainda em 1983, recebeu prêmio de melhor trilha sonora no Festival de Gramado RS pela musica do filme Janete, de Chico Botelho. No ano seguinte, obteve reconhecimento internacional com seu segundo disco, Tubarões voadores (selo Barclay), eleito pela revista francesa Jazz Hot como um dos melhores do mundo. Em 1985 foi premiado no Riocine Festival pela musica do filme Estrela nua, de José Antônio Garcia e Ícaro Martins. Um ano depois, a APETESP deu-lhe o prêmio de melhor composição para teatro, pela musica de Santa Joana. No mesmo ano, lançou o LP Cidade oculta e recebeu prêmio de melhor trilha sonora no Riocine Festival, pela musica do filme Cidade oculta, de Chico Botelho. Dois anos depois, no Festival de Cinema de Brasília DF, ganhou o prêmio de melhor trilha sonora, pelo filme Vera, de Sérgio Toledo. No Festival de Cinema de Curitiba PR de 1988, ganhou o prêmio de melhor trilha sonora pela musica do filme Lua cheia, de Alain Fresnot. Com Itamar Assumpção, participou de shows por todo o Brasil, em 1991. No ano seguinte, lançou o CD Façanhas. Em 1993 apresentou-se no Podenville, em Berlim, Alemanha. Sua peça Nunca conheci quem tivesse levado porrada, para a Orquestra Jazz Sinfônica, banda de rock e quarteto de cordas, teve apresentação no Memorial da América Latina, em São Paulo, em 1994. Em 1995 participou do Primeiro Festival de Jazz e Música Latino-Americana, em Córdoba, Argentina. No Teatro Municipal, de São Paulo, apresentou sua peça Musica para dois pianos, percussão, quarteto de cordas e banda de rock. Trabalhou então com um grupo heterodoxo: um quinteto de percussão (do qual fazia parte), um quarteto de cordas de São Paulo e a Patife Band, de rock pesado, liderada por Paulo Barnabé, seu irmão. Apresentou-se em 1996 no Teatro Rival, na serie Encontros Notáveis, em duo de pianos com Paulo Braga. No mesmo ano, dividiu com Tetê Espíndola um show no Centro Cultural São Paulo. Com trabalho singular na musica brasileira, tem composições de características que vão do dodecafonismo a atonalidade. Sempre na fronteira entre o erudito contemporâneo e o popular, nadécada de 1990 escreveu quartetos de cordas e peças para a Orquestra Jazz Sinfônica de São Paulo. Em 1997, depois de quatro anos sem gravar, lançou o CD Ed Mort, do selo Rob Digital, trilha sonora do filme de mesmo nome, dirigido por Alain Fresnot. (Fonte: http://www.mpbnet.com.br/) . Em 2004 lançou Missa In Memorian Arthur Bispo do Rosário e em 2007 Missa In Memorian Itamar Assumpção Tem atualmente um programa de rádio na Rádio Cultura de São Paulo, o Supertônica.Escreveu várias composições para trilhas sonoras de filmes brasileiros.
Conheça um pouco do talento de Arrigo Barnabé nos excertos das músicas: Saudade dada (Fernando Pessoa-Arrigo Barnabé) (1985)/Num antro sujo (Arrigo Barnabé-Regina Porto(1999) / Lama (Paulo Marques-Aylce Chaves)(1992) / Suspeito (Arrigo Barnabé-Hermelino Neder)(1987) / Eu Não Sabia que Você Existia (Renato Barros-Tony)(1992) /Sabor de Veneno (Arrigo Barnabé) (1980)/ Mal Menor (Itamar Assumpção) (1992).