sábado, 6 de dezembro de 2008

JOSÉ MIGUEL WISNIK

JOSÉ MIGUEL WISNIK - nasceu em São Vicente, a 27 de outubro de 1948. Músico, compositor e ensaísta brasileiro. É também professor de Literatura Brasileira na Universidade de São Paulo. Graduado em Letras (Português) pela Universidade de São Paulo (1970), mestre (1974) e doutor em Teoria Literária e Literatura Comparada (1980), pela mesma Universidade. Wisnik estudou piano clássico durante muitos anos, mas optou pela faculdade de Letras. Apresentou-se pela primeira vez como solista da Orquestra Municipal de São Paulo aos 17 anos, interpretando o Concerto nº 2, de Camille Saint-Saëns. Em 1968 participou do Festival Universitário da extinta TV Tupi, com a canção Outra Viagem, cantada por Alaíde Costa e gravada posteriormente por Ná Ozzetti.Wisnik tem três discos gravados. Em 2000 gravou o disco independente José Miguel Wisnik. Em 2002 lançou o CD São Paulo Rio, que teve participação da cantora Elza Soares, com quem Wisnik realizou alguns shows em 2002, além de participar da direção artística de seu disco Do Cóccix até o Pescoço. Em 2003 lançou o CD Pérolas aos Poucos.Wisnik escreve regularmente ensaios sobre música e literatura. Publicou O Coro dos Contrários - a Música em Torno da Semana de 22 (Duas Cidades, 1977), O Nacional e o Popular na Cultura Brasileira (Brasiliense, 1982) e O Som e o Sentido (Companhia das Letras, 1989), Sem Receita - Ensaios e Canções (Publifolha, 2004) e Veneno Remédio: O Futebol e o Brasil (Companhia das Letras, 2008), além de participar dos livros coletivos Os Sentidos da Paixão, O Olhar e Ética (Companhia das Letras, 1987, 1988 e 1992) e do Livro de Partituras (Gryphus, 2004). Além de seus discos, livros, ensaios e aulas, Wisnik faz também música para cinema (Terra Estrangeira, de Walter Salles e Daniela Thomas), teatro (As Boas, Hamlet e Mistérios Gozozos para o Teatro Oficina, e Pentesiléias, de Daniela Thomas, dirigida por Bete Coelho) e dança. Fez três trilhas sonoras para o grupo Corpo, uma delas, Parabelo, em parceria com Tom Zé, outra com Caetano Veloso (Fonte : pt.wikipedia.org/)
José Miguel Wisnik - Professor de literatura brasileira na USP, José Miguel Wisnik é o autor de 'O Coro dos Contrários - A Música em Torno da Semana de 22' (1977) e 'O Som e o Sentido - Uma Outra História das Músicas' (1989), entre outros trabalhos. Compositor, cantor e letrista, gravou três discos solo - 'José Miguel Wisnik' (1992), 'São Paulo Rio' (2000) e 'Pérolas aos Poucos' (2003). Autor de trilhas para balés do Grupo Corpo, peças do Teatro Oficina e filmes como Terra Estrangeira e Janela da Alma, tem ensaios publicados em antologias como 'Os Sentidos da Paixão' (1987), 'O Olhar' (1988) e 'A Ética' (1992), e é palestrante convidado em inúmeras universidades e instituições do país e do exterior. (Fonte:http://publifolha.folha.com.br/).

Conheça um pouco da música do artista José Miguel Wisnik, nos excertos dos áudios: Valsa Azul ((Zé Miguel Wisnik-Nelson Ferreira) ) (2003) / O Extremo Sul (Zé Miguel Wisnik) (2003) / Pérolas Aos Poucos (Zé Miguel Wisnik-Paulo Neves)(2003) / Se Meu Mundo Cair (Zé Miguel Wisnik) (1992) / Virtual (com Jussara Silveira) (Zé Miguel Wisnik - Alice Ruiz)(2000).


MOACYR LUZ

MOACYR LUZ - Tido como um dos grandes compositores de samba da atualidade, passou a infância ouvindo o clarinete tocado pelo avô, músico da Banda do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, sua cidade natal. Perdeu o pai aos 15 anos e, para afastar a solidão, começou a tocar violão, influenciado pelo guitarrista e violonista Hélio Delmiro, seu primeiro companheiro de cordas. Gravou "Eu me Descubro", em 1979, com a cantora Lana Bittencourt, mas só tomou fôlego como compositor (até então queria seguir carreira como instrumentista) quando passou a ter suas músicas letradas por Aldir Blanc, seu parceiro mais constante. A parceria começou em 1984, com "A Tua Sombra" – gravada em seu disco de estréia "Moacyr Luz", lançado em 1988 pelo selo Acre – e seguiu afinada com "Mico Preto" (que virou tema de novela na voz de Gilberto Gil), "Anjo da Velha Guarda", "A Cereja e o Vermute" e "Coração Agreste", essa última sucesso na voz de Fafá de Belém e premiada como melhor canção no Prêmio Sharp de 1989. Para comemorar os dez anos de parceria com Aldir, foi lançado em 1995 o CD "Vitória da Ilusão", pelo selo Caju Music, relançado em 2000 pela Dabliú, assim como "Moacyr Luz". (Fonte: http://cliquemusic.uol.com.br/).

Moacyr Luz, possui oito CDs gravados trazendo em cada trabalho importantes referências à Música Brasileira. Do primeiro, relançado em CD “Moacyr Luz 1988” as participações de Raphael Rabello, Sivuca e Hélio Delmiro, dão um caráter acústico e lírico as canções primeiras da dupla Moacyr Luz e Aldir Blanc. Em “Vitória da Ilusão” uma fusão de ritmo traduz dez anos da parceria, reunindo Medalha de São Jorge, Mico Preto, Saudades da Guanabara e Flores em Vida pra Nelson Sargento. O CD “Mandingueiro” tem como referência maior o samba. Elogiado pela crítica, o disco resgata a formação clássica das rodas de samba predominando as dobradinhas: cavaquinho e violão, bandolim e sete cordas, pandeiro, surdo, cuíca e tamborim. No repertório sambas como Anjo da Velha Guarda, Pra Que Pedir Perdão e Cachaça, Árvore e Bandeira. “Na Galeria” seu quarto CD onde mostra o intérprete como carreira, recebendo críticas relevantes. Um repertório de compositores clássicos e arranjos intimistas, mas sofisticados. Foi considerado um dos melhores lançamentos do gênero do ano. Na sua carreira de compositor, mais de 100 músicas gravadas por diferentes intérpretes da MPB, como, Maria Bethânia, Nana Caymmi, Beth Carvalho, Leny Andrade, Gilberto Gil e Leila Pinheiro. Lançado em 2003, “Samba da Cidade”, Moacyr Luz homenageia o Rio de Janeiro. Disco traz parcerias com um verdadeiro ‘quem é quem’ de compositores cariocas: Martinho da Vila, Nei Lopes, Wilson Moreira, Wilson das Neves, Aldir Blanc, Paulo César Pinheiro e Luiz Carlos da Vila. O ano de 2004 começa com três fundamentais apresentações no Canecão ao lado de Jards Macalé, Luiz Carlos da Vila e Teresa Cristina. Em março de 2005, com patrocínio da Petrobrás, lança o CD “A Sedução Carioca do Poeta Brasileiro” aonde poemas inspirados na cidade do Rio de Janeiro são musicados e apresentados em melodias dissonantes e arranjos rebuscados com o grupo Água de Moringa. Poetas representativos como Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Moraes e Mario de Andrade. Inicia o segundo semestre de 2005 com o lançamento comercial pela DeckDisc do CD “Violão & Voz” onde, de maneira intimista, apresenta novas versões de suas composições gravadas por outros artistas. No mesmo disco também grava, como característica no seu trabalho, músicas de mestres como Noel Rosa, Cartola e Nelson Cavaquinho.Participou de projetos importantes como Seis e Meia com João Nogueira, Pixinguinha com Luiz Carlos da Vila e Antenas do Ipiranga com Elton Medeiros. Finalista do Festival da Música Brasileira pela TV Globo, com o samba Eu só Quero Beber Água, fez parte do grupo Dobrando a Carioca, ao lado de Guinga, Jards Macalé e Zé Renato, com apresentações em várias cidades brasileiras sendo considerado pelo jornal O Globo um dos três melhores shows do ano de 1999. Inclui na carreira apresentações nos principais circuitos de cultura do eixo Rio - São Paulo como CCBB, Museu do Telephone, Teatro Rival, Sesc Pompéia, Tom Brasil, Teatro Municipal de Niterói, Sala Funarte, Teatros Carlos Gomes e João Caetano.Como produtor musical pela gravadora Lua Discos, realiza os últimos CDs de Guilherme de Brito, Casquinha da Portela e Jards Macalé.Ainda em 2005 lança no Clube Renascença o Samba do Trabalhador uma roda de samba realizada nas tardes de segunda-feira, um horário inusitado, e grava CD e DVD com todos os artistas que freqüentam o local. O evento recebe um público surpreendente de 2000 pessoas em datas especiais.Ainda como produtor musical realiza no mesmo período o CD “ Vida Noturna” do parceiro e amigo Aldir Blanc.Abre 2007 com novo CD lançado pela DeckDisc - SEM COMPROMISSO - com o percussionista Armando Marçal, disco já recomendado pelo jornal O Globo.Cria a roda de samba Samba, Luzia novo acontecimento na cidade com um público médio de 1000 pessoas às margens da Baía de GuanabaraSe apresenta em Luanda, Angola na Escola Nacional de Jornalismo da capital.Participa do DVD Primeira Feira do Samba Carioca, uma parceria Zambo Discos e Canal Brasil.Também nesse ano, grava músicas em discos de Zeca Pagodinho, Martinho da Vila, Luiz Carlos da Vila e novos talentos como Dorina, Juliana Amaral e Ione Papas.Começa 2008 com show no Canecão, apresentando o Samba do Trabalhador ao público da zona sul.Em abril, ao lado de Nilze Carvalho e Luiz Carlos da Vila, toca em Haia, Holanda, para o Presidente Lula e a Rainha dos Paises Baixos, Beatrix. Em maio participa do XII Festival Inernacional de CubaDiscos em Havana. No fim de agosto lança pela Editora Desiderata o livro Botequim de Bêbado tem Dono, com ilustrações do cartunista Chico Caruso. (Fonte : "http://pt.wikipedia.org/wiki/)
Conheça um pouco da música de Moacyr Luz, ouvindo excertos das músicasMandingueiro - O tocador é bom (Moacyr Luz) (homenagem a Santa Cecília) 1998 / Violão e Voz - Cachaça, Árvore E Bandeira (Não Quero Mais Amar A Ninguém e Alvorada)2005 / Vitória da Ilusao - Alafim (Aldir Blanc - Moacyr Luz) 1995 / Prece ao Sol (Candeia) 2001 / Saudades da Guanabara ( Moacyr Luz- Aldir Blanc- Paulo César Pinheiro)1999 .

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

ARRIGO BARNABÉ

ARRIGO BARNABÉ - nasceu em Londrina, PR, em 14 de Setembro de 1951. Em São Paulo, cursou a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (1971 a 1973) e a Escola de Comunicações e Artes (1974 a 1979), onde fez o curso de composição, no Departamento de Musica. Ainda na década de 1970, participou do Festival Universitário da TV Cultura com a musica Diversões eletrônicas. Lançou seu primeiro LP, Clara Crocodilo, em 1980.Excursionou pelo Brasil em 1983, ano em que compôs a Saga de Clara Crocodilo para a Orquestra Sinfônica Juvenil do Estado de São Paulo e grupo de rock. Ainda em 1983, recebeu prêmio de melhor trilha sonora no Festival de Gramado RS pela musica do filme Janete, de Chico Botelho. No ano seguinte, obteve reconhecimento internacional com seu segundo disco, Tubarões voadores (selo Barclay), eleito pela revista francesa Jazz Hot como um dos melhores do mundo. Em 1985 foi premiado no Riocine Festival pela musica do filme Estrela nua, de José Antônio Garcia e Ícaro Martins. Um ano depois, a APETESP deu-lhe o prêmio de melhor composição para teatro, pela musica de Santa Joana. No mesmo ano, lançou o LP Cidade oculta e recebeu prêmio de melhor trilha sonora no Riocine Festival, pela musica do filme Cidade oculta, de Chico Botelho. Dois anos depois, no Festival de Cinema de Brasília DF, ganhou o prêmio de melhor trilha sonora, pelo filme Vera, de Sérgio Toledo. No Festival de Cinema de Curitiba PR de 1988, ganhou o prêmio de melhor trilha sonora pela musica do filme Lua cheia, de Alain Fresnot. Com Itamar Assumpção, participou de shows por todo o Brasil, em 1991. No ano seguinte, lançou o CD Façanhas. Em 1993 apresentou-se no Podenville, em Berlim, Alemanha. Sua peça Nunca conheci quem tivesse levado porrada, para a Orquestra Jazz Sinfônica, banda de rock e quarteto de cordas, teve apresentação no Memorial da América Latina, em São Paulo, em 1994. Em 1995 participou do Primeiro Festival de Jazz e Música Latino-Americana, em Córdoba, Argentina. No Teatro Municipal, de São Paulo, apresentou sua peça Musica para dois pianos, percussão, quarteto de cordas e banda de rock. Trabalhou então com um grupo heterodoxo: um quinteto de percussão (do qual fazia parte), um quarteto de cordas de São Paulo e a Patife Band, de rock pesado, liderada por Paulo Barnabé, seu irmão. Apresentou-se em 1996 no Teatro Rival, na serie Encontros Notáveis, em duo de pianos com Paulo Braga. No mesmo ano, dividiu com Tetê Espíndola um show no Centro Cultural São Paulo. Com trabalho singular na musica brasileira, tem composições de características que vão do dodecafonismo a atonalidade. Sempre na fronteira entre o erudito contemporâneo e o popular, nadécada de 1990 escreveu quartetos de cordas e peças para a Orquestra Jazz Sinfônica de São Paulo. Em 1997, depois de quatro anos sem gravar, lançou o CD Ed Mort, do selo Rob Digital, trilha sonora do filme de mesmo nome, dirigido por Alain Fresnot. (Fonte: http://www.mpbnet.com.br/) . Em 2004 lançou Missa In Memorian Arthur Bispo do Rosário e em 2007 Missa In Memorian Itamar Assumpção Tem atualmente um programa de rádio na Rádio Cultura de São Paulo, o Supertônica.Escreveu várias composições para trilhas sonoras de filmes brasileiros.
Conheça um pouco do talento de Arrigo Barnabé nos excertos das músicas: Saudade dada (Fernando Pessoa-Arrigo Barnabé) (1985)/Num antro sujo (Arrigo Barnabé-Regina Porto(1999) / Lama (Paulo Marques-Aylce Chaves)(1992) / Suspeito (Arrigo Barnabé-Hermelino Neder)(1987) / Eu Não Sabia que Você Existia (Renato Barros-Tony)(1992) /Sabor de Veneno (Arrigo Barnabé) (1980)/ Mal Menor (Itamar Assumpção) (1992).


domingo, 30 de novembro de 2008

MARLUI MIRANDA

Marlui Nóbrega Miranda - MARLUI MIRANDA . Nasceu em Fortaleza, em 12 de outubro de 1949. É compositora, cantora e pesquisadora da cultura indígena brasileira. Irmã da jornalista e escritora premiada Ana Maria Nóbrega Miranda. Casada com o fotógrafo Marcos Santili. Em 1959, mudou-se para Brasília. Na Capital Federal, graduou-se em Arquitetura pela Universidade de Brasília e em Regência na Faculdade Santa Marcelina. No ano de 1971 voltou a morar no Rio de Janeiro. Estudou também no Conservatório Villa-Lobos.A partir de 1974 trabalhou com pesquisa de tradições musicais dos povos da Amazônia.Estudou violão com Turíbio Santos, Oscar Cárceres, Jodacil Damaceno, João Pedro Borges e Paulo Bellinati. Tocou com Egberto Gismonti, Milton Nascimento.Em 1998 participou do disco "O Sol de Oslo" com Gilberto Gil, Bugge Wesseltoft, Trikot Gurtu, Rodolfo Stroeter e Toninho Ferragutti. (wikipedia).
Nascida em Fortaleza e criada em Brasília, mudou para o Rio de Janeiro na década de 70 e estudou violão clássico com professores renomados como Turíbio Santos, Paulo Bellinati e outros. Tocou com Egberto Gismonti, Milton Nascimento, Jards Macalé, e em 1979 lançou o disco "Olho d'Água". Compôs trilhas para cinema e teatro e atua também como compositora. Suas músicas já foram gravadas por Ney Matogrosso, Sá & Guarabyra e outros. A partir da década de 70 passou a pesquisar e estudar a música dos índios brasileiros, atividade a que se dedicou por diversos anos. Ganhou bolsa de uma instituição nova-iorquina e realizou um projeto de preservação e recriação da música indígena da Amazônia brasileira. Com esse trabalho atuou como consultora de música indígena em filmes e eventos, gravou discos para o Brasil e para o exterior e produziu espetáculos, como a missa indígena criada a partir de músicas de tribos e apresentada na Catedral da Sé, em São Paulo em 1997 com a participação de orquestra jazz sinfônica e coral. Desde 1996 é integrante do grupo Pau Brasil. Em 1998 participou do disco "O Sol de Oslo" com Gilberto Gil, Bugge Wesseltoft, Trikot Gurtu, Rodolfo Stroeter e Toninho Ferragutti. (http://cliquemusic.uol.com.br).
Há mais de 20 anos que Marlui Miranda, etnóloga e compositora brasileira, pesquisa e interage com tribos de índios do Amazonas. Quatro anos antes de 2 Ihu Kewere: Rezar, editou Ihu Todos os Sons, uma réplica sonora algo experimental da grande selva visualizada maioritariamente por músicos da nossa civilização e que contou com a colaboração de, entre outros músicos brasileiros e não só, Gilberto Gil. 2Ihu Kewere: Rezar é, segundo as próprias palavras da autora, uma «catequese sonora ao inverso» criada no sentido de permitir uma saudável absorção da religião cristã. Algo que poderia servir de Missa aos Jesuitas no Sec. XVI, «por forma a traduzir os conceitos cristãos para o sagrado campo indígena». Gravado pela Orquestra Jazz Sinfónica e o Coral Sinfónico do Estado de São Paulo, esta Missa Kewere além de possuir uma base litúrgica cristã é “incendiada” pela força dos cânticos indígenas carregadas de misticismo, num duelo equilibrado entre o céu e a terra. (http://cronicasdaterra.weblog.com.pt)
Ouça Marlui Miranda nos excertos das músicas Nozanina (com Milton Nascimento)1990 /Estrada de ferro Madeira Mamoré (Tradicional- Adpt. Marlui Miranda e José Cândido) 1983 / Marimbondo (Marlui Miranda- Xico Chaves) 1979 / Pitanga (Marlui Miranda-Capinan) 1979 / Sodade meu bem, sodade (Zé do Norte) 1979 / Vinho do Porto (Marlui Miranda-Ana Maria Bahiana) 1979.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

WALTER FRANCO

Walter Rosciano Franco. WALTER FRANCO. Nasceu em São Paulo SP em 06 de Janeiro de 1945. Filho do radialista e escritor Cid Franco, estreou como participante de festivais universitários, quando era aluno da Escola de Arte Dramática, de São Paulo. Nessa escola, compôs músicas para as peças Caminho que fazem Darro e Genil até o mar, de Renata Pallottini, A caixa de areia, de Edward Albee, As bacantes, de Ésquilo, entre outras. Foi o autor do tema da novela Hospital, da TV Tupi, gravada em compacto simples pela Philips em 1971, com arranjos do maestro Luís Arruda Pais e participação vocal de Silvia Maria. Participou do I, II e III Festivais Universitários, da TV Tupi paulistana, no primeiro com a musica Não se queima um sonho, defendida por Geraldo Vandré; no segundo com Sol de vidro (com Eneida), classificada em terceiro lugar, e no terceiro com duas musicas, Animal sentimental e Pátio dos loucos. Em 1972 obteve prêmio especial com Cabeça, no VII FIC, da TV Globo, Rio de Janeiro RJ. Seu primeiro LP foi lançado pela Continental em 1973; dois anos depois, colocou sua musica Muito tudo em terceiro lugar, no Festival Abertura, da TV Globo, de São Paulo. Em 1979 participou do Festival da TV Tupi com Canalha. Em 1982 participou do MPB Shell com Serra do luar. Em 1984, sua musica Seja feita a vontade do povo ganhou destaque durante o Movimento Diretas Já. Excursionou pelo Brasil em 1997, com o show Não violência, que incluiu as inéditas Quem puxa aos seus não degenera, uma balada pacifista; Na ponta da língua; É natureza criando a natureza; Sargento Pimenta, uma homenagem a John Lennon; Nasça, em parceria com Arnaldo Antunes; e Totem, a partir de um poema de José Carlos Costa Neto. Lançou os discos Cabeça, Revolver, Ou não, Respire fundo, Vela aberta. Compõe jingles para publicidade.(http://www.mpbnet.com.br/)
Um dos mais renomados, vanguardistas e geniais compositores brasileiros da década de 70, Walter Franco é um dos nomes mais importantes da música brasileira e um dos primeiros a fazer música concreta no país. Contestador, deixou quatro grandes discos nos anos 70, antes de entrar em uma reclusão e ser recuperado no ano 2000, com um documentário e no ano seguinte, com um novo disco. Desde então, Walter tem se apresentado e mostrado seu talento pelo país. Um enorme talento que merece uma homenagem humilde, mas sempre reverente. (http://www.beatrix.pro.br/mofo/)
Ouça Walter Franco nos excertos das músicas:Água e Sal(1973) (Walter Franco)1973 / Me Deixe Mudo (Walter Franco)1 1973 / Ai, essa mulher (Walter Franco)2001 / Feito Gente (Walter Franco)1975 regrav.1980 / Canalha (Walter Franco)1980 / Mamãe D'Água (Walter Franco)1975 / Quem puxa aos seus não degenera (Walter Franco)2001 / Coração Tranquilo (Walter Franco)1978 / Serra do Luar (Walter Franco)1981.

SÉRGIO RICARDO

SÉRGIO RICARDO - Cantor, compositor, pintor, letrista, cineasta, entre outros talentos, Sérgio Ricardo é um ícone em sua época e uma das grandes referências na cultura brasileira. Considerado um dos precursores da Bossa Nova, Sérgio Ricardo não se ateve apenas ao gênero e, em seus mais de 30 discos lançados ao longo de quase 60 anos de carreira, é possível encontrar toda a riqueza de ritmos brasileiros, da qual é um profundo pesquisador. De sua relação com o cinema e da intensa parceria com Glauber Rocha, nasceu a premiada trilha sonora de ‘‘Deus e o Diabo na Terra do Sol’‘ e de ‘‘Terra em Transe’’. Sérgio também dirigiu 3 longas-metragens ‘‘A Noite do Espantalho’’, ‘‘Esse Mundo é Meu’’ e ‘‘Juliana do Amor Perdido’’ e 8 curtas, premiados fora e dentro do Brasil. No campo das artes plásticas, exibiu seus quadros na renomada galeria carioca, Villa Riso, e teve uma semana no CCBB do Rio de janeiro dedicada a seus multitalentos (‘‘Semana Sérgio Ricardo’’) com mostra de quadros, filmes e shows do próprio artista. Sérgio ainda é autor de 3 livros: o infantil ‘‘O Elefante Adormecido’’, o de poesias ‘‘Elo: Ela’’ e o autobiográfico ‘‘Quem quebrou meu violão’’. Atualmente lança pela Biscoito Fino, seu Cd ‘‘Ponto de partida’’, patrocinado pela Petrobras, que marca sua retomada em grande estilo à cena musical brasileira com um disco antológico de releituras, resultado de um rico intercâmbio com grandes talentos da nova geração. (fonte - http://www.myspace.com/sricardo). Clique também na foto do artista para acessar ao site .
A volta de Sérgio Ricardo
Por Augusto Buonicore* (
http://www.contee.org.br/)
Acaba de sair pela Biscoito Fino o novo CD do cantor e compositor Sérgio Ricardo, "Ponto de Partida". Este, talvez, seja o primeiro passo para o resgate de uma rica produção musical que acabou sendo condenada ao silêncio por anos de ditadura, militar e midiática. A quase totalidade de seus discos continua fora de catálogo. Atualmente eles são raridades disputadas por colecionadores. Sérgio, além de compositor e cantor, é ator, diretor de cinema, poeta e artista plástico. Este artigo procurará expor uma pequena parte de sua vida e obra.
Sérgio Ricardo nasceu em 1932 na cidade de Marília – interior de São Paulo. Passou por Santos, onde adquiriu alguma experiência com trabalho em rádio, e depois seguiu seu destino: o Rio de Janeiro. Começou a tocar piano nas boates cariocas. As noites em Copacabana eram do jazz e do samba canção. Naqueles dias aderiu à onda romântica, seguindo a trilha de Lúcio Alves, Dick Farney e Tito Madi. Ia compondo suas músicas e, depois de um momento de indecisão, começou a mostrá-las ao restrito público das boates nas quais se apresentava. A cantora Maysa gostou do que ouviu e gravou uma de suas composições: Buquê de Isabel. A melodia conseguiu um relativo sucesso, o que permitiu que o compositor saísse do anonimato.No final da década de 1950 surgiu uma nova corrente na música brasileira: a bossa nova. Sérgio estava entre seus primeiros compositores e intérpretes. Lançou o LP “A bossa romântica de Sérgio Ricardo” (1960). Dois anos depois seria convocado a participar do famoso show no Carnegie Hall, ao lado de dezenas de músicos brasileiros. Apesar do improviso do evento, ele representou um dos marcos do lançamento da bossa nova para o mundo. Logo, Sérgio Ricardo, junto com Carlos Lyra e Vandré, abriria uma outra vertente no interior do movimento bossanovista, mais ligada à temática social e popular. Declarou ele: “O que caracterizou a minha dissidência com a bossa nova foi justamente o Zelão. Era o caminho de uma pesquisa mais popular, com o abandono dos valores pequeno-burgueses de Ipanema (...) aquele negócio de muito sorriso, amor e flor”. Esta preocupação o acompanhará por toda sua vida, sem nunca abrir mão do lirismo. (http://www.contee.org.br/).
Mas o melhor mesmo é conhecer o trabalho de Sérgio Ricardo. Um marco na música brasileira.
Um pouco do talento deste grandioso artista brasileiro nos excertos dos áudios abaixo:
1967 - III Festival MPB TV Record - chamada para Sergio Ricardo (Beto Bom de Bola) /Calabouço (Sérgio Ricardo) (1973)/ Esse mundo é meu (Sérgio Ricardo) 1964 - Trilha Sonora do Filme / Enquanto a tristeza não vem (1964) (Sérgio Ricardo) / Conversação de Paz (1971) (Sérgio Ricardo) / Vou Renovar (Sérgio Ricardo)1973 / Beira do Cais (Sérgio Ricardo).

MADELOU DE ASSIS (1915 - 1956)

Maria de Lourdes de Assis (1915 - 1956) ou melhor MADELOU DE ASSIS . Cantora. Moça da sociedade carioca, acabou por seguir carreira artística atuando com relativo sucesso na primeira metade da década de 1930. Seu nome artístico também foi grafado como Madelú. Casou-se em 1934 com o radialista e compositor Valdo de Abreu abandonando assim a carreira artística pouco depois do casamento. Iniciou a carreira artística em 1932, ainda menor de idade, como apresentadora de um espetáculo em cinema no qual se apresentavam artistas de Rádio. Como era menor de idade, e apesar de não pedir autorização aos pais, foi representada na assinatura do contrato por um procurador. Seu nome, entretanto, apareceu no cartaz com a programação. Pouco depois, decidiu apresentar-se num cinema rival e causou confusão com os empresários o que levou o caso às páginas dos jornais, fazendo com que um juiz de menores proibisse sua participação em tais espetáculos. Conseguiu no entanto continuar se apresentando, então com lotações esgotadas, já que o caso tendo chegado aos jornais atraiu a atenção pública. Ainda em 1932, iniciou carreira radiofônica na Rádio Mayrink Veiga, incentivada por Carmen Miranda, também iniciante. Na Rádio Mayrink Veiga, cantou sambas, marchas, canções e composições estrangeiras com bastante sucesso permanecendo nessa emissora por cerca de dois anos. Ainda em 1932, gravou seu primeiro disco, pela Columbia, com a marcha "Não lhe faço mais carinhos", de J. Cabral e Dan Málio Carneiro, e o samba "Não foi despreso", também de J. Cabral e Dan Málio Carneiro, com acompanhamento da Orquestra Columbia. Em seguida, gravou com acompanhamento da orquestra de concertos Columbia as canções "Era uma vez" e "Papai Noel, felicidade", ambas de Custódio Mesquita. No mesmo ano, assim referiu-se a ela a revista "Fon Fon", do Rio de Janeiro: "Madelou de Assis que é uma figurinha galante da nossa alta sociedade, tem voz suavissima que aumenta o encanto de sua graça pessoal. Artista de fina sensibilidade, a linda patrícia vem, de há muito, enchendo de harmonia nossos salões e as nossas estações de Rádio, cantando e encantando com aquela fascinação que palpita e vibra nos seus olhos de boneca". Em 1933, apresentou-se na Rádio Record de São Paulo juntamente com Valdo Abreu e a cantora de tangos Lely Morel. Nesse período apresentou-se constantemente no "Esplêndido programa" apresentado por Valdo Abreu na Mayrink Veiga. Nesse ano, tomou parte em "espetáculo variado", muito comum na época, ocorrido no Teatro João Caetano, juntamente com Laura Suarez, Sílvio Caldas, Almirante, Patrício Teixeira e Irmãos Tapajós. Em seguida, fez uma temporada na Rádio Record de São Paulo juntamente com Lely Morel, Irmãos Tapajós e Valdo Abreu, além de se apresentar em diversos festivais, como um ocorrido no Teatro Santana juntamente com Lely Morel, Valdo Abreu, Irmãos Tapajós e os instrumentistas argentinos Tito Sosa, E. Portela e Muraro. De volta ao Rio de Janeiro, gravou pela RCA Victor, com acompanhamento da Orquestra Victor Brasileira, o samba-canção "Ciúme", e a canção "Praia dos beijos", especialmente escritas para ela por Valdo Abreu. Também em 1933, apresentou-se em programa na Rádio Mayrink Veiga no qual tomaram parte Francisco Alves, Aurora Miranda, Arnaldo Pescuma, e outros. Pouco depois, fez parte do primeiro cast de artistas exclusivos contratados pelo radialista Cesar Ladeira para a Rádio Mayrink Veiga, do qual faziam parte nomes como Francisco Alves, Carmen Miranda, Mário Reis, Patrício Teixeira e Bando da Lua, entre outros. Teve também o espetáculo "Raça de caboclo" apresentada na "Casa de cabolco" em sua homenagem, com as participações de Custódio Mesquita, João Petra de Barros, Sílvio Caldas, Luiz Barbosa, Nonô, Murilo Caldas, Noel Rosa, Leo Villar, Nássara, Irmãos Tapajós, Cristóvão de Alencar e Orquestra da Casa de Caboclo. Para o carnaval de 1934, gravou em dueto com Francisco Alves, acompanhamento da Orquestra Odeon, os sambas "Brinca coração", de Benedito Lacerda, que fez sucesso, e "Estrela da manhã", de Ary Barroso e Noel Rosa, além da marcha "A lua veio ver", dos Irmãos Valença, com adaptação de Ary Barroso. Nesse ano, participou da primeira irradiação internacional da Rádio Mayrink Veiga conjuntamente com a Rádio Belgrano, de Buenos Aires, em programa no qual tomaram parte Jaime Yankelevisck, Custódio Mesquita, César Ladeira, Patrício Teixeira, Aurora Miranda e Carmen Miranda. Também no mesmo ano, participou juntamente com Noel Rosa, Pixinguinha, Bando da Lua, e outros, do recital apresentado pela pianista Carolina Cardoso de Menezes no salão nobre da Sociedade de Propaganda de Belas Artes. Apresentou-se também no Teatro João Caetano no festival que mostrou as músicas classificadas no concurso carnavalesco da revista "O Malho", e do qual tomaram parte Moreira da Silva, João Petra de Barros, Cylene Fagundes e Aracy de Almeida, além de fazer parte da "Semana do samba", no Teatro Broadway juntamente com Francisco Alves, Luiz Barbosa, Almirante e orquestra Típica. Nesse espetáculo, cantou seu sucesso carnavalesco "Brinca coração", em dueto com Francisco Alves. Ainda em 1934, pouco depois de casar-se com o radialista Valdo Abreu, embarcou para Buenos Aires para uma temporada de um mês na Rádio Belgrano juntamente com Aurora Miranda, Carmen Miranda, Custódio Mesquita, César Ladeira, Patrício Teixeira e Bando da Lua. Ainda no mesmo ano, ficou em segundo lugar em concurso realizado pelo jornal carioca "A Hora" visando a escolha do "príncipe" e da "rainha" do broadcasting carioca. Foi contratada no mesmo ano para atuar na Rádio Cruzeiro do Sul onde permaneceu por dois anos. Em 1935, foi contratada pela Rádio Cruzeiro do Sul, de São Paulo e pela Rádio Cosmos, também paulista para temporada de oito meses. Na Rádio Cruzeiro do Sul, em São Paulo, apresentou-se no programa "Hora H" comandado por Ary Barroso e Luiz Peixoto. Em maio de 1936, atuou pela última vez em São Paulo na Rádio Cosmos e regressou ao Rio de Janeiro, onde tornou a se apresentar na Rádio Cruzeiro do Sul, participando do programa "Hora H", que na estação carioca era apresentada por Ary Barroso e Paulo Roberto. Nesse mesmo ano, abandonou a carreira artística depois de gravar nove músicas em cinco discos lançados pela Odeon, RCA Victor e Columbia. (fonte:http://www.dicionariompb.com.br). Obs.: Não temos nenhuma imagem de Madelou de Assis. Quem a tiver, por obséquio, contactar -nos ou repassá-la por e-mail.

Ouça Madelou de Assis em três excertos de canções com Francisco Alves: Brinca Coração (Benedito Lacerda)(1933)(Odeon)/ A lua veio ver (Ary Barroso-Irmãos Valença)(grav.1933-lançada1934)/ Estrela da manhã (Noel Rosa-Ary Barroso) (1933).