sábado, 22 de novembro de 2008

XANGAI

Eugênio Avelino, ou melhor XANGAI. Nasceu em Itapebi, Bahia, a 20 de março de 1948. Cantor, compositor e violeiro brasileiro.Nasceu na zona rural do município de Itapebi, às margens do Rio Jequitinhonha, no extremo sul da Bahia. Filho e neto de violeiros, ainda menino fixou-se com os seus pais na cidade de Nanuque, no norte de Minas Gerais. Xangai é descendente direto do bandeirante João Gonçalves da Costa, fundador do Arraial da Conquista, atualmente Vitória da Conquista. Viveu em Vitória da Conquista, na Bahia de onde recebeu a influência que o tornou um cantor sertanejo. Seu pai era proprietario de uma sorveteria chamada Xangai, dai se originando o seu apelido e atual nome artístico. No ano de 1976, gravou o seu primeiro disco, "Acontecimento", com destaque para as musicas Asa Branca, Forró de Surubim e Esta Mata Serenou. Apresenta na Rádio Educadora da Bahia, o programa "Brasilerança", onde contribui para a divulgação da cultura musical da região nodestina brasileira. É considerado como o melhor intérprete de Elomar, propiciando inclusive a facilitação do entendimento das composições deste compositor clasificado como erudito por muitos. Participou, junto ao cantor Waldick Soriano, dos últimos shows da carreira deste antigo nome da chamada música brega brasileira, inclusive na cidade natal de Waldick, Caetité, em 26 de maio de 2007. Mais do que falar sobre Xangai é ouvi-lo. Quem não conhece o trabalho de Xangai está perdendo a oportunidade de conhecer um grande artista brasileiro.

Ouça a versatilidade e o talento de Xangai nos excertos das músicas:Cancão Primeira (Geraldo Vandré) 1997 / Meu sublime Torrão - Ave de Prata (Genival Macedo-Zé Ramalho )1997 /Fiz Uma Viagem (Dorival Caymmi)1994 / Estampas Eucalol (1988)(Hélio Contreiras) 1988 / Brasil X Portugal - Coco Sincopado (Jacinto Silva)2001 - com o Quinteto Da Paraíba .

DANIEL VIGLIETTI - ARTISTAS URUGUAIOS

Daniel Alberto Viglietti Indart , ou melhor DANIEL VIGLIETTI. Nasceu em 24 de julho de 1939, em Montevideo, Uruguai . Cantor, compositor e violonista . É um dos maiores expoentes do canto popular do Uruguai. De família de músicos - sua mãe, a pianista Lyda Indart e seu pai, o violonista Cédar Viglietti, desde menino entrou em contato com a música clássica e popular. Estudou violão com os maestros Atilio Rapat e Abel Carlevaro. Adquiriu assim, uma sólida formação concertista, para logo dedicar-se , nos anos 60, à música popular. Durante esta década desenvolve uma intensa atividade como cantor, professor e locutor em rádio. É o marco de uma crescente mobilização popular no Uruguai. Participa do semanário Marcha . Cria e dirige o Núcleo de Educação Musical (Nemus). Seu primeiro trabalho discográfico é "Impressões para canto e guitarra e canções folclóricas", do ano de 1963. A seguir serão cinco produções até 1973. Sua obra adquire um caráter radical de forte conteúdo social e de esquerda, com letras associadas às lutas populares no Uruguai e na América Latina. No limite da repressão dos movimentos de esquerda, que vão preceder golpe de estado de 1973, Daniel Viglietti é preso um ano antes, em 1972. A campanha por sua libertação vem do exterior, lideradas por nomes como : Jean Paul Sartre, François Mitterrand, Julio Cortázar e Oscar Niemeyer. Em 1973 começa o seu exílio na Argentina, continuado na França, onde viverá 11 anos. Durante o exílio fará apresentações na Europa, América Latina , África e Australia, levando seu canto e denunciando a ditadura uruguaia. Seu exílio terminará com seu regresso a Montevideo em 01 de setembro de 1984, quando é recebido por milhares de pessoas num recital que relembra como o mais emociante em 40 anos de carreira. Desde então edita e reedita numerosos trabalhos entre os quais o entitulado "A duas vozes" com Mario Benedetti , de 1985, reflexo discográfico de diversos recitais realizados junto com o grande poeta uruguaio, durante o exílio compartilhado por ambos. A obra musical de Daniel Viglietti se caracteriza por mesclar elementos da música clássica com elementos do folclore uruguaio e latino-americano. Sua obra tem projeção mundial, sendo interpretada por artistas de várias nacionalidades, como Victor Jara, Amparo Ochoa, Isabel Parra, Joan Manuel Serrat, Mercedes Sosa, Chavela Vargas , Soledad Bravo , entre tantos outros. (tradução livre/fonte original :wikipedia )

Ouça o grande artista Daniel Viglietti nos excertos dos áudios: La llamarada (Julián García - Jorge Salerno) / Cruz de luz [Camilo Torres- Daniel Viglietti) / A desalambrar (ao vivo) (Daniel Viglietti) / Milonga de Andar Lejos (Daniel Viglietti )

NOEL GUARANY (26/12/1941 - 06/10/1998)

Noel Borges do Canto Fabrício da Silva, ou melhor NOEL GUARANY . Nasceu em Bossoroca, 26 de dezembro de 1941. Faleceu em Santa Maria, a 6 de outubro de 1998. Violonista e pesquisador gaúcho. Artista brasileiro.
Na adolescência, aprendeu, de maneira autodidata, o idioma guarani, bem como a compor, tocar e cantar.Na década de 1960 percorreu diversos países latino-americanos, onde colheu diversos ensinamentos que utilizou como subsídio para criação de suas músicas durante toda a sua futura carreira.No final da década, apresentou alguns programas radiofônicos nas rádios de Cerro Largo e São Luiz Gonzaga, bem como nas rádios Gaúcha e Guaíba de Porto Alegre, RS. Em 1970, lançou, em conjunto com Cenair Maicá, com o qual vinha se apresentando pelo Rio Grande do Sul e em festivais na Argentina, um compacto simples, com as músicas Filosofia de Gaudério e Romance do Pala Velho.No ano seguinte, grava o seu primeiro LP, Legendas Missioneiras, pela gravadora RGE, que traz, entre outras, parcerias com Jayme Caetano Braun, Glênio Fagundes e Aureliano de Figueiredo Pinto. Neste disco, além das músicas constantes do compacto anterior, estão presentes outras pérolas de seu repertório, como Fandango na Fronteira, Gaudério e Eu e o Rio. Em 1973 sai Destino Missioneiro, pela gravadora Phonogram/Sinter, no qual repete algumas das parcerias do disco anterior, bem como traz composições próprias e de Barbosa Lessa e uma parceria com Aparício Silva Rillo. Neste disco, estão presentes grandes músicas como Destino Missioneiro e Destino de Peão. Seu terceiro LP é Sem Fronteiras, lançado em 1975 pela EMI/Odeon, que está repleto de músicas que acabaram se tornando clássicos do cancioneiro gaúcho, como Romance do Pala Velho, Potro Sem Dono (de Paulo Portela Fagundes), Filosofia de Gaudério, Balseiros do Rio Uruguai (de Barbosa Lessa), Décima do Potro Baio e Chamarrita sem Fronteira (as duas últimas, temas missioneiros recolhidos e adaptados por Noel Guarany), entre outras. No ano de 1976, Noel Guarany grava em parceria com Jayme Caetano Braun, de maneira independente, o LP Payador, Pampa, Guitarra. Gravado parte na Argentina e parte em São Paulo, o disco conta com a participação de grandes músicos argentinos. Em 1977 a RGE relança o disco Legendas Missioneiras, de 1971, com o título de Canto da Fronteira.Em 1978 sai o LP Noel Guarany Canta Aureliano de Figueiredo Pinto, pela RGE, que resgata a obra e a memória de um dos grandes poetas do regionalismo gaúcho.No ano seguinte, sai o disco De Pulperias, ainda pela gravadora RGE. Constam deste disco as músicas En el rancho y la cambicha, Rio de Los Pajaros e Milonga del peón de campo, de Mario Millan Medina, Anibal Sampayo e Atahualpa Yupanqui, respectivamente. Em 1980 sai Alma, Garra e Melodia, em que se destacam as músicas Maneco Queixo de Ferro e Índia cruda. Neste mesmo ano ocorre o show no Cinema Glória, na cidade de Santa Maria, que mais tarde, em 2003, viria a se tornar o disco Destino Missioneiro - Show Inédito. No ano de 1982, é lançado o LP Para o Que Olha Sem Ver, pela RGE, título que remete à música Para el que mira sin ver de autoria do cantor e poeta argentino Atahualpa Yupanqui (presente também na composição Los ejes de mi carreta). Além das citadas, estão presentes as músicas Boi Preto, Na Baixada do Manduca e Adeus Morena, músicas de inspiração folclórica. De se destacar, também, quatro composições de João Sampaio. Neste ponto, Noel Guarany, já com os primeiros sintomas da doença, começou a afastar-se dos palcos, e acabou redigindo uma carta aberta à imprensa, na qual reclama do tratamento recebido pela gravadora.Em 1985 retira-se definitivamente dos palcos, em cumprimento ao prometido na carta de 1983.No ano de 1988, em conjunto com Jorge Guedes e João Máximo, lança o disco A Volta do Missioneiro.Nos próximos 10 anos, o grande gaúcho, cada vez mais debilitado por uma doença degenerativa no cérebro, permaneceu recolhido em seu sítio na localidade de Vila Santos, na cidade de Santa Maria.Morreu no dia 06 de outubro de 1998, na Casa de Saúde de Santa Maria, tendo sido enterrado em Bossoroca, sua terra natal. (fonte: WIKIPEDIA).
Violonista e pesquisador gaúcho, ligado à música tradicional da região dos pampas, começou a gravar nos anos 60. Em seus discos procurava preservar e divulgar a canção missioneira, a milonga a chimarrita e temas do folclore guarani. Nascido em São Luiz Gonzaga, uma das sete cidades dos Sete Povos da Missões, desenvolveu trabalho fortemente ligado às origens missioneiras e índias, ligando-se a artistas de países como Paraguai e Argentina. Além de poeta e cantor, era também radialista e jornalista. Lançou o primeiro disco em 1970, seguido por outros dois, em diferentes gravadoras, mas decepcionou-se com o esquema "industrial" e passou a produzir seus próprios discos, tratando também ele mesmo da divulgação e distribuição. Uma das poucas músicas suas que chegaram a ficar conhecidas foi "Potro Sem Dono". (cliquemusic.uol.com.br/)

Vida breve
A carreira de Noel Guarany durou pouco. Mas os três lustros transcorridos de 1970 — quando venceu o VII Festival do Folclore Correntino ao lado de Cenair Maicá com a música Fandango na Fronteira em Santo Tomé, na Argentina — 1985 — quando deixou os palcos em protesto contra o tratamento dispensado pelas grandes gravadoras e pelo poder público à classe dos artistas -, foram suficientes para que ele mudasse para sempre a história da música no Rio Grande do Sul. Ainda ensaiaria um retorno em 1988, com o lançamento dos discos A Volta do Missioneiro e Troncos Missioneiros, este com Jayme, Cenair e Pedro Ortaça, e algumas apresentações. Mas uma doença degenerativa do sistema nervoso já o consumia de maneira irreversível. Passou os últimos anos recolhido em sua casa, em Santa Maria, muito debilitado e com alguns poucos lampejos de lucidez. Em abril de 1994, o jornal O Desgarrado, de Santa Cruz do Sul, foi visitá-lo. Foi a última vez que recebeu a imprensa antes passar à eternidade, o que ocorreria quatro anos depois. Já não conseguia articular idéias e responder às perguntas. Em sua memória, só restava nítida a lembrança dos amigos: Cenair, Jayme, Ortaça, Atahualpa Yupanqui e o uruguaio Aníbal Sampayo — e de como, em suas próprias palavras, "gostava de ser cantor". (fonte: http://www.anovademocracia.com.br/)

Conheça Noel Guarany nos excertos dos áudios: Gaudério (Aureliano de Figueiredo Pinto - Noel Guarany) / Eu e o rio (Glenio Fagundes - Noel Guarany / Romance do pala velho (Noel Guarany) /Costumes missioneiros (Jayme Caetano Braum - Noel Guarany).

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

ARTISTAS CUBANOS - BOLA DE NIEVE

Ignacio Villa y Fernández, ou melhor BOLA DE NIEVE
Cubano, negro, homossexual, pró - revolucionário e, sobretudo, músico, Bola de Nieve faz parte dos mitos latino americanos do século XX, mas Ignacio Villa triunfou também na Ásia, na Europa e nos Estados Unidos. Quem era esta personagem que com apenas um piano e uma vozparticular, tinha em Edith Piaf, Andrés Segovia, Pablo Neruda, Paul Robeson, Josephine Baker,Alejo Carpentier ou Nicolás Guillén fieis admiradores? Bola, um ser atormentado que repetiasempre “eu sou um homem triste que canta sempre alegre”, e a época em que viveu, sãomagistralmente retratados neste documentário. (Apontamento inicial do Documentário Bola de Nieve - El Hombre Triste que Cantaba Alegre / Realização / Director: José Sánchez Montes / Espanha, Cuba, México / Spain, Cuba, Mexico, 2003, 73’ - http://www.atico7.com/).
Texto sobre Bola de Nieve do site :www.islaternura.com
En 1933,
en el legendario Teatro Politeama de la ciudad de México, un joven cantante de 22 años era "empujado'' a enfrentar, por primera vez como solista, a un público formado por cuatro mil personas. Enfundado en un elegante frac y sentado frente a un majestuoso piano de cola, no estaba del todo convencido de aquella presentación, ya que le habían propuesto que sustituyera a la actriz principal debido a una indisposición. En un primer momento la negativa fue rotunda, pero la insistencia de empresarios, amigos y artistas hizo que al fin aceptara. Aquella noche, "el decir'' de sus canciones y su refinamiento para tocar el piano provocaron que el público lo aceptara incondicionalmente. Aquel joven debutante era el cubano Ignacio Villa y Fernández, mejor conocido por su sobrenombre: Bola de Nieve, y la artista a quien sustituyó era su paisana, la excelsa Rita Montaner. A pesar de que existen múltiples crónicas y testimonios sobre este hecho artístico, Bola de Nieve, en su última entrevista antes de morir, comentaba: "La cosa fue así: dos compañeros con los que trabajaba en la revista teatral me dijeron: `¿Por qué no haces para el público eso que haces para jugar y divertirnos a nosotros? Debes hacerlo en el escenario para que el empresario te vea.' Y lo hice y gustó.'' Como sea, a partir de aquel momento empezaría a brillar un artista que en poco tiempo iba a ser admirado a nivel mundial. Los orígenes La forma en que Bola de Nieve dice sus canciones, "a media voz, casi recitadas -afirma Nicolás Guillén-, dejándolas escapar en el aire de la sala absorta'', no es un simple capricho personal, ni un recurso fácil para enganchar a la audiencia. Desde que nació, el gran Bola escuchaba canciones, decires y narraciones de su madre, negra cuentera, mujer lúdica y apasionada, capaz de bailar noches enteras las rumbas de cajón y los toques africanos como el Yemayá. Alejo Carpentier dice que el arte de Bola de Nieve está "nutrido de esencias cubanas, de sensibilidades nuestras''. Ignacio Jacinto Villa y Fernández nació en Villa Guanabacoa, La Habana, el 11 de septiembre de 1911. Otra mujer, aparte de su madre, sería determinante en su preparación artística y cultural: la tía Tomasa, Mamaquica. Gracias a ella pudo realizar sus primeros estudios (en 1927 terminó su carrera de maestro normalista) e iniciar, a los doce años, cursos de solfeo y teoría de la música. Años después,comenzó su aprendizaje del piano en el conservatorio José Marteu. Alguna vez aseveró que de María Cervantes obtuvo los aires románticos derivados de Manuel Saumell e Ignacio Cervantes y otros talentosos compositores cubanos del siglo XIX. El objetivo de Bola a nivel académico era ingresar a la Universidad de La Habana para estudiar pedagogía, pero: "vino una revuelta en Cuba. Fue en la época de Machado y yo tocaba el piano; sabía música, tenía conceptos o nociones de lo que era hacer música popular, que es lo que sigo haciendo. Pero entonces tenía que trabajar para comer y me dediqué a tocar el piano en un cine''. Posteriormente, se unió a la orquesta de Gilberto Valdez en el cabaret La Verbena. A inicios de los treinta, en una velada en el bar del Hotel Sevilla Biltmore, Rita Montaner quedó atrapada por su forma de tocar el piano y le propuso trabajar con ella. Bola no lo pensó dos veces y en 1933 realizó su primer viaje a México. Después de aquella memorable noche en el Teatro Politeama, la fama y la carrera artística corrieron de la mano y su popularidad fue creciendo, ahora sí, como una verdadera bola de nieve. Actuó en innumerables teatros y cabarets de la capital mexicana, entre ellos el Lírico, el Teatro Principal y el Cine Máximo. En 1936, como integrante del elenco de Lecuona, Bola viajó a la Argentina, donde cantó y tocó en teatros, cabarets y su voz se escuchó en la radio bonaerense. De nuevo en Cuba, en la ciudad de Matanzas, Bola de Nieve presentó un recital compuesto exclusivamente por sus canciones. De sus obras, "Drumi Mobilá'' y "Carlota Ta'Mori'' son llamadas por la crítica "ejemplos de la música de vanguardia de la época''. A mediados de los años cuarenta, Bola de Nieve era considerado en Latinoamérica uno de los artistas cubanos más distinguidos y sus conciertos se daban en los espacios reservados para los grandes artistas, como el Conservatorio Nacional de Buenos Aires y otras salas selectas. Resulta imposible hablar de todos los éxitos en la carrera artística de Bola de Nieve, he aquí sólo algunos. 1937. Viaja a Chile, Perú y por segunda ocasión a Argentina. 1947. Junto con la compañía de Conchita Piquer, canta por toda España. 1948. En el Café Society de Filadelfia, alterna con renombrados cantantes: Teddy Wilson, Art Dayton, Lena Horne y el notable músico Paul Robeson. 1948. En el mes de noviembre, en el Carnegie Hall de Nueva York, ofreció un insuperable concierto. Al día siguiente, el New York Times lo comparó con el francés Maurice Chevalier y con Nat King Cole. En aquella helada noche, Bola tuvo que salir nueve eces al escenario para agradecer los aplausos. 1950. En la radio Cubana CMQ, Bola iniciaría su programa Gran Show de Bola de Nieve, donde cantaba, dirigía una orquesta e invitaba a artistas cubanos y de otros países. 1950 a 1958. Viajó a Francia, Dinamarca, España, Inglaterra, México y Estados Unidos. 1956. En un recital en Washington, la prensa lo nombraría "Maestro de la canción cubana''. Para Bola, este acontecimiento significó un parteaguas en su carrera como concertista. De aquí en adelante sus conciertos fueron preparados con una disciplina y rigor excepcionales. Con el triunfo de la Revolución Cubana, Bola de Nieve viajó a la Unión Soviética y a casi todos los países de la Europa del Este. 1964. A partir de este año, fue contratado para actuar periódicamente en el restaurante Cardini Internacional de la ciudad de México.(...)... Por el año 1964, se iniciaron las primeras persecuciones y redadas masivas contra los homosexuales en la isla. No sólo Bola de Nieve sino también muchos otros artistas e intelectuales cubanos callaron, y sólo más tarde algunas voces aisladas denunciaron estos acontecimientos. 1965. Un antiguo restaurante cubano, el Monseigneur, fue restaurado y se convirtió en el Chez Bola. Ahí Bola cantaba y departía con el público. 1971. El 20 de agosto actuó en el Teatro Amadeo Roldán, en un homenaje a Rita Montaner. Fue su última presentación en un teatro. 1971. En octubre fue invitado a Lima, Perú, con escala en México. Bola nunca llegaría a cumplir este contrato. (transcrições de texto / fonte:fonte:http://www.islaternura.com)
Conheça um pouco de Bola de Nieve nos excertos das músicas:Alma Mia (D. Centeno - H. Marco / Ay, Mama Ines (Eliseo Grenet) / Babalú (Margarita Lecuona) / Drume Negrita (Ernesto Grenet Wind) / La flor de la canela (Contursi Jose Maria- Mores Mariano) .


BOLA DE NIEVE - ARTISTAS CUBANOS

ARTISTAS PORTUGUESES - CRISTINA BRANCO

CRISTINA BRANCO - Cantora portuguesa nascida em Almeirim (Ribatejo) em Dezembro de 1972.Apesar de ter por Amália uma profunda admiração desde que o seu avô lhe ofereceu um disco da diva, "Rara e Inédita", tudo começou quando, "por brincadeira", num jantar de amigos, cantou fado pela primeira vez. Não se considera fadista.A cantora grava "Cristina Branco Live in Holland", em edição de autor, registado ao vivo em dois concertos realizados no dia 25 de Abril de 1996. Foram feitos mil exemplares "que se venderam imediatamente", logo seguidos por novas edições sucessivas, até se chegar aos 5000 discos vendidos. Foi com este cd que tudo começou.Ao participar no "Programa da Manhã" da RTP é vista por José Melo que a convida para cantar em Amsterdão, em Abril de 1997, para o Círculo de Cultura Portuguesa na Holanda. E passa a ser o seu manager.O disco "Murmúrios" foi editado pela editora holandesa Music & Words. O disco reúne 14 temas, desde fados tradicionais como "Abandono" (imortalizado por Amália, com texto de David Mourão-Ferreira) a versões de Sérgio Godinho ("As certezas do meu mais brilhante amor") ou José Afonso ("Pomba branca"). A maioria dos temas tem assinatura de Maria Duarte, autora dos textos, e música de Custódio Castelo. Em França recebeu, em 1999, o Prix Choc da revista "Le Monde de la Musique" pelo melhor CD de música tradicional.Em Fevereiro de 2000 sai o álbum "Post-Scriptum" (título de um poema de Maria Teresa Horta). Conquistou o Prix Choc, deste vez para o melhor álbum do mês de Março, em França.Na Holanda foi editado o disco "Cristina Branco Canta Slauerhoff", o segundo desse ano, com textos do poeta holandês J. J. Slauerhoff (1925-1976) Jan S. (1898-1936), com tradução de Mila Vidal Paletti e música de Custódio Castelo. O disco constitui como que uma prova de agradecimento de Cristina Branco ao país que lhe abriu as portas do sucesso embora nunca tenha vivido na Holanda.Durante o ano de 2000, a cantora realizou cerca de 130 espectáculos por todo o mundo.O disco "Corpo Iluminado", o primeiro com edição da Universal francesa, foi editado em 2001.Em 2002 é reeditado "O Descobridor", novo título para o disco onde canta Slauerhoff, com três novos temas.O sexto álbum de Cristina Branco, de título "Sensus" foi editado pela Universal, no dia 24 de Março de 2003. A música é assinada por Custódio Castelo. O álbum conta com letras de David Mourão-Ferreira, Vinícius de Moraes, Chico Buarque, Eugénio de Andrade, Camões e Shakespeare, entre outros."Ulisses" é o nome do disco seguinte, editado em 2005. Em 2006 é editado um registo ao vivo.O ano de 2007 realizou vários espectáculos de revisitação à obra de José Afonso, no seu mais recente trabalho, "Abril". (fonte:http://pt.wikipedia.org/).
Ouça a bela intérprete portuguesa Cristina Branco nos excertos dos áudios : Coro da Primavera (Zeca Afonso) (2007); Porque Me Olhas Assim (Fausto Bordalo) (2005) e Pastoras da Estrela (Miguel Carvalhinho)(2003) .



JARDS MACALÉ

JARDS ANET DA SILVA - ou melhor: JARDS MACALÉ. Nasceu no bairro da Tijuca (RJ) em 1943.Cantor, violonista, compositor, arranjador e ator, o carioca Jards Anet da Silva viveu desde cedo em meio à música, seja ouvindo, tocando ou estudando, chegando a trabalhar como copista do maestro Severino Araújo. No futebol, porém, era uma negação: ganhou dos amigos de pelada o apelido de Macalé em "homenagem" ao pior jogador do Botafogo da época. Amigo dos músicos baianos, em 1966 dirigiu um show de Maria Bethânia. Acompanhou de perto o Tropicalismo e, em 1969, entrou sob vaias no IV Festival Internacional da Canção, numa teatral apresentação do rock "Gotham City". Em 1970, Macalé foi a Londres em encontro dos baianos exilados. Com músicas gravadas por Gal Costa ("Hotel das Estrelas", "Vapor Barato"), Maria Bethânia ("Anjo Exterminado" e "Movimento dos Barcos") e Clara Nunes ("O Mais-Que-Perfeito"), resolveu fazer, na volta para o Brasil, seu primeiro LP solo, "Jards Macalé" (1972). No ano seguinte, gravou ao vivo, com vários artistas, o "Banquete dos Mendigos", disco duplo para comemorar o 25º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Censurado, o álbum só saiu anos mais tarde. Em 1974, Macalé lançou o LP "Aprender a Nadar", apresentando a linha de morbeza (morbidez + beleza) romântica do parceiro Waly Salomão. Num dos vários lances de irreverência de sua carreira, alugou uma das barcas da Cantareira para fazer o lançamento do disco e terminou o show jogando-se no mar. Em 1987, lançou o LP "Quatro Batutas e um Curinga" e curtiu um hiato fonográfico de 11 anos, rompido por "O Q Faço É Música". Nesse meio tempo, seu trabalho veio sendo reconhecido tanto pelos jovens músicos ("Gotham City" foi regravada pelo Camisa de Vênus e "Vapor Barato" pelo Rappa) quanto pelos veteranos (Moreira da Silva, rei do samba de breque, passou-lhe o chapéu). (fonte:http://cliquemusic.uol.com.br). Em 2008 lançou o cd Macao. Confira na página do artista (clique na foto) ou na www.biscoitofino.com.br/).
Modesta opinião de um admirador de Macalé: Jards Macalé sempre me impressinou. Como compositor, intérprete e criador. Talvez seja o único músico brasileiro que consegue trazer incorporado na sua forma de cantar e na sonoridade do seu violão - uma interpretação paralela - a ironia e o sarcasmo de Noel Rosa, o deboche do Modernismo, antropofágico,atrevido, e , ao mesmo tempo, nos brinda com a taça da tragicidade, trespassando versos, o palco urbano. Esta brasilidade é uma herança personalizada , criativa, genuinamente brasileira, que faz de Jards Macalé, único. Toda música interpretada por Jards Macalé é uma outra musica. Ou se redescobre interpretativamente ou toma diferente concepção de tempo. Somente os verdadeiros artistas conseguem estes feitos. (Mario Bernardino - Santos - SP.)
clique na imagem para acessar ao site do artista.
Conheça um pouco do trabalho de Jards Macalé nos excertos das músicas abaixo. Desculpem (especialmente Macalé) por algumas interpolações . A intenção é somente divulgar o trabalho do artista.Movimento Dos Barcos (Jards Macalé-Capinan)1972 / Rua Real Grandeza - Art. 23-c (O banquete dos mendigos)1974 / Negra Melodia (Jards Macalé- Waly Salomão)1977 / O Mais-Que-Perfeito (Vinicius de Moraes - Jards Macalé)1998 / Rei de Janeiro (Glauber Rocha - Jards Macalé) 1998 / Positivismo (Noel Rosa - Orestes Barbosa)2003/Ne Me Quitte Pas (Jacques Brel)2008.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

GEREBA

WINSTON GERALDO GUIMARÃES BARRETO - ou melhor GEREBA, O MAESTRO DO SERTÃO. Músico de grande versatilidade, Gereba, nasceu em Monte Santo, BA e realizou importantes projetos para a música brasileira como instrumentista, compositor, arranjador e produtor cultural.Seu primeiro disco solo é de 1973, "Gereba - Bendegó". Em 1976 lançou, junto ao grupo Bendegó, "Onde o olhar não mira". Com o mesmo grupo, lançou mais três discos: "Bendegó", de 1979, "Bendegó 2", de 1981 e "La Nave Vá", de 1986.Em 1985 lançou disco solo "Te Esperei".Vários outros discos vieram, entre eles, "Cantando com a platéia - Tom Zé e Gereba", de 1990; "Gereba convida" com Cássia Eller, Na Ozzetti, Vânia Bastos e outros, de 1993, "Serenata na Umes Gereba convida" coletânea de 6 cds gravados ao vivo com grandes interpretes de Silvio Caldas a Arrigo Barnabé, de 1997, "Canudos", (homenagem ao centenário de Canudos); de 1997 "Forró da baronesa", de 2000; "Canções que vêm do sol", de 2001 e "Sertão", de 2002 (homenagem ao centenário da obra de Euclydes da Cunha), no qual contou com a participação de Dominguinhos, Orquestra Sinfônica de Natal e Júlio Medaglia, como arranjador.Entre os projetos que participou, seja como mentor, instrumentista e/ou arranjador, cito o primeiro trio elétrico a rodar pela orla marítima de Salvador o "Carnaforró", introduzindo o forró no carnaval da Bahia com o genial Luiz Gonzaga e o seu mais fiel discípulo Dominguinhos, inaugurando o circuito Barra-Ondina. Grandes intérpretes gravaram suas composições: Elizeth Cardoso, Beth Carvalho, Fagner, Amelinha, Leon Gieco (Argentina), o guitarrista Folkan Crieg (Alemanha), entre outros. Fez arranjo para Caetano Veloso (Canto do Povo de um lugar-disco Jóia) e em mais de 40 discos: Moraes Moreira, Macalé, Oswaldinho etc, levou a Serenata para a Europa e o seu Projeto "Forró e Gol" para São Francisco, Califórnia. Seu vínculo com teatro vem de longe. Compôs, na década de 70, para a peça "Quincas Berro D' água", de Jorge Amado, em parceria com Patinhas, e mais recentemente, fez a direção musical e atuou no espetáculo "Sertão Sertões São", além da trilha para os espetáculos infantis "A Lenda do Quebra Nozes" e "Don Quixote".em cartaz em São Paulo."Sertão Sertões São" e "A Lenda do Quebra Nozes" musicais premiados e escolhidos para representar o Brasil no Festival Internacional do Mercosul no Uruguai e Argentina em 2004. Em 2007, lançou o CD, "Don Quixote Xote Xote" , que conta com parcerias de poetas consagrados como Abel Silva ( autor de Jura Secreta e Festa do Interior) e Capinan (Ponteio e Soy loco por ti América) além das participações especiais do ator e diretor Paulo Betti e das crianças do "Projeto Guri". Esse trabalho nos remete à magia das aventuras dos personagens de Cervantes, que se deslocam de La Mancha na Espanha para um passeio musical pelo nosso sertão, passando pelo Raso da Catarina ou pelas dunas de Natal, banhando-se em nossa cultura brasileira. Selo independente Pôr do Som, com distribuição da BrazilMúsica! / Atração.O trabalho resultou no musical infantil Dom Quixote dirigido por Telma Dias, com quem o compositor já fez outros musicais.

Ouça o excelente compositor Gereba nos excertos das músicas: Manto Azul (João Bá - Gereba) 1997 ; Banco de areia, canta por Gereba e Grupo Bendegó (João Bá - Vidal França - Kapenga - Gereba)1981; Rancheira (Tuzé Abreu - Gereba) 1981 e No pé da escada (Gereba-Patinhas) 1997.